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GARRA DO DIABO - Harpagophytum procumbens D. C.

Rui Cépil Diniz
30 jun 2007 às 17:28
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Aspectos botânicos: Planta rasteira perene, da família das Pedaliáceas, caracterizada por apresentar tubérculos de até 20 centímetros (cm), múltiplos talos, folhas lobuladas, dentadas e com aproximadamente 7 cm. Flores com forma de trombeta, com até 6 cm, roxo-avermelhadas, que aparecem na primavera e de frutos capsulares, deiscentes de até 10 cm, e que possuem ''ganchos'' de 2,5 cm, que lhe permitem aderir a pele dos animais, facilitando sua dispersão.

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É uma espécie silvestre, pouco cultivada, nativa das terras arenosas do deserto de Kalahari, nos territórios da Namíbia, Botswana e Transvaal (África do Sul).

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Nomes comuns: Harpagófito, garra do diabo, raiz de Windhoeck, devil's claw (Ingl), griffe du diable (França).


Histórico: A garra do diabo foi introduzida na medicina ocidental por um sul-africano chamado G. Mehnert, que observou que alguns nativos utilizavam as decocções dos tubérculos secos em casos de reumatismos e obstipação intestinal. Por outro lado, outras tribos a empregavam como tônico-amargo em afecções digestivas e também como analgésico e anti-térmico. A investigação científica iniciou-se à partir do ano de 1.960, por cientistas europeus.


Usos terapêuticos: Analgésico e anti-inflamatório (principalmente em processos crônicos); diurético e laxante suave; uricosúrico e hipocolesterolemiante (auxiliar na redução do ácido úrico e do colesterol).

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Princípios ativos: Iridóides (harpagosídeos, procumbosídeos e seus ésteres cumarínicos), compostos fenólicos (verbascósideo, acetósideo, isoacetosídeo, biosídeo), açúcares, óleos essenciais, sitosterol, terpenos, flavonóides, aminoácidos, resinas.


Partes utilizadas: Raízes secundárias, colhidas principalmente no outono (que funcionam como depósitos líquidos para que a planta tolere os períodos de seca).


Formas de uso e dosagem: Decocção das raízes a 4% por 3 minutos, deixando em infusão por 10 a 15 horas - 3 xícaras/dia antes das refeições; Extrato seco padronizado: 2 a 3 gr/dia em 3 tomadas diárias; Extrato fluído: 10 a 30 gotas 3X/dia. Obs.: reduzir a dosagem a metade em idosos.


Tempo de uso: Até dois meses consecutivos com intervalos de duas semanas.


Efeitos colaterais: Geralmente é bem tolerado, registrando-se poucos casos de cefaléia, tonturas, anorexia, diarréia, vômitos e até lesões hepáticas em altas doses.


Contra-indicações: Gestação, portadores de úlceras digestivas, colites e litíase biliar; usuários de anti-coagulantes.


Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

Fontes principais de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.


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