Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
'Herança'

Michael morreu com dívidas estimadas em US$ 400 milhões

Agência Estado
26 jun 2009 às 15:10
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Michael Jackson, o cantor, foi também Michael Jackson, o negócio de bilhões de dólares. Mesmo depois de vender, apenas nos Estados Unidos, mais de 61 milhões de discos e ser tão popular a ponto de ter tido uma atração nos parques temáticos da Disney dedicada a ele por uma década, o "Rei do Pop" morreu ontem supostamente com uma dívida na casa dos US$ 400 milhões, após uma década de escândalos.

O astro impulsionou o desenvolvimento dos videoclipes e catapultou a popularidade da MTV, após o lançamento da emissora em 1981. O clipe da música "Thriller", de 1982, passava na programação a cada hora. O álbum de mesmo nome é o disco mais vendido da história. Cinco anos depois, o disco "Bad" vendeu 22 milhões de cópias, e em 1991 o cantor assinou um contrato de gravação de US$ 65 milhões com a Sony.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Um dos acordos mais inteligentes do astro, firmado em 1985, no auge de seu sucesso, foi a aquisição, estimada em US$ 47,5 milhões, da ATV Music, que possuía os direitos autorais das canções escritas por John Lennon e Paul McCartney. O catálogo proporcionou ao cantor um fluxo estável de renda e a possibilidade de levar um estilo de vida recheado de excessos. Ele comprou o rancho Neverland em 1988, por US$ 14,6 milhões. O local era uma vasta propriedade de área de 2.500 acres nas colinas de Santa Bárbara.

Leia mais:

Imagem de destaque
Desânimo

Silvio Santos desiste de voltar às gravações de seu programa no SBT

Imagem de destaque
'Já estou de volta'

Anitta tem alta hospitalar após infecção alimentar

Imagem de destaque
No Spotify

Will Smith homenageia filho por sucesso da música 'Icon'

Imagem de destaque
Revolta

Tom Brady abandona entrevista após se irritar com comentário sobre sua filha


Uma "bomba", porém, explodiu em 1993, quando o astro foi acusado de molestar um garoto de 13 anos. Ele pagou a família do menino em um acordo para que o caso fosse arquivado, mas outras alegações de pedofilia começaram a surgir. Ao enfrentar mais problemas financeiros, Jackson firmou um acordo com a Sony em 1995 para fundir a ATV com o catálogo de músicas da Sony e vender os direitos de publicação da Sony por US$ 95 milhões.

Publicidade


Em 2001, usou metade de seus ativos da ATV como garantia para afiançar US$ 200 milhões em empréstimos do Bank of America. Como seus problemas financeiros persistiam, Jackson começou a tomar empréstimo de grandes quantidades de dinheiro. Segundo um processo de 2002, da Union Finance & Investment Corp., Jackson deixou de pagar US$ 12 milhões em taxas e despesas.


Em 2003, o músico foi preso por acusações de ter molestado outro garoto de 13 anos. O julgamento de 2005, em que foi absolvido, trouxe à tona mais detalhes de seus problemas financeiros.

Publicidade


Segundo um contador forense, o cantor teve uma "crise financeira", e estava gastando, por ano, entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões a mais do que ganhava. Em março de 2008, Neverland quase teve a hipoteca executada. O artista também não conseguiu pagar a hipoteca de uma casa em Los Angeles que havia sido usada anos antes por sua família.


Além disso, o astro foi obrigado a se defender de uma série de processos nos últimos anos, incluindo um de US$ 7 milhões do xeque Abdulla bin Hamad Al Khalifa, segundo filho do rei do Bahrein. Leilões de memorabilia eram frequentemente anunciados, mas se tornaram objeto de disputas legais e eram frequentemente cancelados. Jackson repetidamente tomou emprestado dinheiro de amigos.

Publicidade


Guru


Al Khalifa tentou ajudar o músico após sua absolvição, levando-o para o Bahrein e emprestando-lhe dinheiro. Em seu processo, Al Khalifa afirmou que deu milhões de dólares ao cantor para ajudar a resolver seus problemas financeiros, fazer um álbum, escrever uma autobiografia e subsidiar seu estilo de vida, incluindo mais de US$ 300 milhões por um "guru motivacional".

O processo foi arquivado no ano passado por uma quantia não divulgada. E nem o disco nem o livro foram produzidos. Outro benfeitor, o bilionário Thomas Barrack, presidente-executivo da empresa de investimento Colony Capital LLC, ajudou Jackson no ano passado quando ele corria o risco de perder Neverland em um leilão público. Barrack não estava disponível para comentários ontem, mas se referiu ao cantor em um comunicado como "um homem gentil, talentoso e compassivo".


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade