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Aaaah, meus 20 e poucos anos...

01 mar 2011 às 10:07
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Preciso confessar que sou encantada pelos meninos de vinte e poucos anos.
E digo isso não me referindo ao corpo em forma, o desejo sexual inacabável, os hormônios em taxas elevadíssimas (apesar de todos esses atributos em si já serem uma loucura). Me apaixono pelos garotões por sua tremenda capacidade de se entregar.
Esses dias, conversando com uma amiga, ela me contou de um garoto de 21 anos que ela conheceu em uma viagem. Para essa amiga minha, que passava férias em uma cidade badalada do litoral, a noite seria apenas de diversão com um cara bonito e mais de 15 anos mais novo que ela. Acostumada aos "maduros" de 30 e tantos, ela acreditava que a noite não ia passar de uns amassos.
Pois o menino levou a bonita até a casa onde ela estava hospedada, a uns 30 minutos andando (claro que ele não tinha carro, porque ninguém é perfeito, né?), pediu o telefone dela (apesar de ela ter dito que estava indo embora da cidade no dia seguinte, o que tornava inviável um segundo encontro) e, pasmem!, ligou uns dias depois, dizendo que tinha adorado a noite e queria muito que ela lhe procurasse em um próxima visita. O bonitinho tinha até oferecido a casa dele para ela ficar agora no carnaval.
Nós duas estávamos fascinadas pela capacidade do cara de se envolver, de mostrar interesse, de fazer planos, enfim, de ser amável.
Foi quando a gente percebeu que todo mundo já foi assim um dia (pelo menos a maioria de nós, aqueles que têm um coração normal, com condições de sentir). Nós já tivemos 20 e poucos anos e já nos apaixonamos em uma noite, acreditamos que aquela pessoa era a ideal para o resto de nossas vidas, que o amor que sentíamos seria eterno e que se perdêssemos a pessoa que estava com a gente, o destino era ser infeliz para sempre.
Infelizmente com o tempo, as decepções e frustrações amorosas vão tirando da gente a inocência necessária para agir desse jeito.
A gente vai ficando desconfiado, arisco, com medo de se mostrar, de sofrer, enfim, de sentir. Se esquece que para ter o bom de um amor louco, apaixonado, tem que aceitar o risco de não ser correspondido, de sofrer, de viver um pesadelo.
Por isso a cada ano que passa, a cada amante que vai embora, a cada traição ou desencontro, tendemos a ficar mais frios, menos propensos a amar sem medo.
Será que é possível mudar essa realidade? Será que existe algum lugar, uma espécie de clínica de recuperação para corações, onde a gente possa se internar para superar nossos problemas amorosos e readquirir a capacidade de acreditar? Ou algum remédio que a gente tome e as desilusões sumam como aspirina para dor de cabeça? Será que medicina tradicional chinesa resolve isso?
Enquanto ninguém encontra a cura para o coração partido, a gente vai levando, tentando reaprender com os meninos e meninas de 20 e poucos anos aquilo que a gente já soube fazer um dia.
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