Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo.
Martin Luther King
Semanas atrás o Portal Bonde divulgou uma matéria que falava sobre um estudo que afirma que quem crê em Deus consegue reduzir a ansiedade e o estresse. O estudo foi realizado na Universidade de Toronto, no Canadá e comprova que quem acreditar em Deus pode ajudar a acabar com esses sentimentos e a conclusão da pesquisa se deu quando foi feita a comparação das reações cerebrais de pessoas de diferentes religiões e também ateus quando submetidos a uma série de testes.
De acordo com os cientistas, quanto mais fé os voluntários tinham, mais tranquilos eles se mostravam diante das tarefas, mesmo quando cometiam erros. Os participantes que obtiveram melhor resultado nos testes não eram radicais em seus crenças, mas acreditavam que "Deus deu sentido a suas vidas".
Comparados com os ateus, eles mostraram menos atividade no chamado córtex cingulado anterior, a área do cérebro que ajuda a modificar o comportamento ao sinalizar quando são necessários mais atenção e controle, geralmente como resultado de algum acontecimento que produz ansiedade, como cometer um erro. Os voluntários religiosos ou que simplesmente acreditavam em Deus se mostraram muito menos ansiosos e se sentem menos estressados quando cometem um erro. Entre os voluntários presentes estavam religiosos cristãos, muçulmanos, hinduístas e budistas.
Grupos de ateus argumentaram que o estudo não prova que Deus existe, apenas mostra que ter uma crença é benéfico.
Se buscarmos em "O Livro dos Espíritos" - obra básica da Doutrina Espírita - a resposta para compreender a existência de Deus, encontramos um comentário de Kardec que diz que "para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da criação. O universo existe; ele tem, portanto, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa, e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa".
Na minha humilde concepção, a existância de Deus é tão fácil de ser observada que não compreendo a dificuldade dos demais em duvidar disso. Eu vejo Deus na manhã, na noite, no entardecer. Vejo Deus na alegria da criança, no cheiro e na beleza da flôr, mas principalmente, na felicidade que consigo emplacar no rosto todos os dias ainda que esses dias sejam amargos e difíceis.