Despertar

Homenagem aos namorados

12 jun 2009 às 21:11

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo".
Mário Quintana


Na questão 298 de "O Livro dos Espíritos", Kardec pergunta aos espíritos:
"As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um se reunirá?"


E a resposta foi:
"Não; não há união particular e fatal de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos; da concórdia resulta a completa felicidade."


Todo o relacionamento conjugal precede de um determinado tempo de maturação afetiva, marcado por um período conhecido como namoro. Na visão espírita, o namoro se traduz por suave encantamento, onde dois seres descobrem um no outro de maneira "imprevista", motivos e apelos para a entrega recíproca, numa relação matrimonial e familiar.


No plano espiritual estes encontros são traçados obedecendo às leis da reencarnação entre espíritos que, possivelmente, já tenham partilhado experiências passadas a nível afetivo e sexual.


A preservação do romantismo é indispensável para a consolidação da vida conjugal. Muitas vezes o romantismo se acaba devido a vários fatores do cotidiano e o envolvimento excessiva pela rotina diária, conduzindo o afeto mútuo ao engano através de decepções, indiferença, desprezo, falta de diálogo, egoísmo, grosseria, maus tratos, infidelidade, etc.


A mente tem papel importantíssimo neste assunto. Se ela está voltada constantemente para a pessoa amada, nosso sentimento para com ela aumenta, evolui. Lembra-se quando você estava apaixonado pelo seu companheiro? Pequenos gestos são importantes e afastam a indiferença que afeta corrosivamente a relação a dois.


Se a fase da vida não lhe permite vivenciar este romantismo, seja qual for a razão, então encontre na amizade e carinho pelo seu parceiro o caminho para o mais elevado sentimento de amor espiritual, dando-lhe muita ternura de forma prazerosa sem nada querer receber.

Jesus nos ensina que onde está o nosso tesouro aí está também o nosso coração. Se um cônjuge considera o outro o seu tesouro, com ele estará o seu coração e toda a sua afetividade.


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