Qual é para os espíritas o valor do arrependimento e em que momento ele precisa ocorrer para ter validade?
O arrependimento é fundamental para a renovação do ser humano que se tenha desviado do caminho do bem. Não existe um momento para que ele tenha maior ou menor validade. Assim, tanto faz que o indivíduo se arrependa dos erros cometidos enquanto está encarnado ou após a sua desencarnação.
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Sabemos, com base em relatos feitos pelos próprios Espíritos, que a desencarnação é muitas vezes o aguilhão que leva a pessoa a arrepender-se, o que não é difícil de compreender. Imaginemos uma pessoa que se enriqueceu à custa de outro, que falsificou, que fraudou, que enganou... Quando retorna ao plano espiritual, onde a riqueza e a posição social não têm valor algum, é comum que essa pessoa tenha remorsos e esses remorsos poderão levá-la a arrepender-se sinceramente dos erros cometidos.
O Espiritismo ensina, porém, que o arrependimento – embora importantíssimo – não basta por si mesmo. É preciso acrescentar a ele a expiação e a reparação, o que leva muitos Espíritos a pedir a oportunidade de passarem pelos mesmos sofrimentos que causaram a outrem (expiação), além da necessária reparação com que devolvem às suas vítimas aquilo que porventura lhes hajam tomado.
Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, os elementos essenciais à renovação integral da criatura humana, rumo à meta que Deus assinalou para nós, que é a perfeição, meta essa a que Jesus aludiu quando disse as seguintes palavras: "Vós sois deuses. Sede perfeitos como o Pai celestial é perfeito. Tudo o que faço podereis fazer também e muito mais".