Como atual colaboradora da Revista Semanal de Divulgação Espírita "O Consolador", aproveito este espaço para apresentar uma das colunas onde são respondidas perguntas - feitas na sua grande maioria, por leigos - sobre a Doutrina de Allan Kardec.
Uma pessoa normal que não tenha nenhum conhecimento do Espiritismo pode ser médium? A resposta é sim. A mediunidade não é propriedade desta ou daquela religião e, portanto, pode haver médiuns em qualquer meio e em qualquer povo. Moisés foi um médium poderoso, assim como Jeremias e mais tarde, na época do Cristo, João, o evangelista. Maomé recebeu, em momentos de transe, as suratas que formam o Alcorão. Em todos esses casos o mundo não conhecia ainda a Doutrina Espírita, que nos ensina que a faculdade mediúnica é inerente ao homem e, por isso, não constitui privilégio de ninguém em especial. Segundo o Espiritismo, todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium, e raros são os indivíduos que disso não possuam alguns rudimentos. Essa é a explicação por que certas pessoas que jamais viram ou ouviram Espíritos ao longo de uma existência, quando chegadas a certa idade puderam vê-los e mesmo ouvi-los, fato que também se dá nos casos de enfermidade prolongada que debilita o corpo físico e, com isso, favorece o desprendimento da alma. Esclareça-se, no entanto, que para fins didáticos só chamamos de médiuns aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
* Você pode acompanhar essas e outras informações sobre Espiritismo pelo site www.oconsolador.com