Despertar

Páscoa: prova da importalidade da alma

31 dez 1969 às 21:33

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
São Paulo (Cor. 15:52)

A Páscoa festejada pelos cristãos recorda-nos a ressurreição de Jesus, conforme foram anunciado nas Escrituras, a qual se deu no terceiro dia a partir dos lamentáveis acontecimentos patrocinados pelo Sinédrio, com apoio de Herodes e Pilatos. Esse dia nos relembra sempre que o Mestre não pereceu na cruz e, ao contrário, sobrevive e viverá por todos os séculos, visto que a alma é imortal.


Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para "marcar" a data, como fazem as demais religiões ou filosofias "cristãs". Entretanto, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.


O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo.


O episódio comemorado na Páscoa dos cristãos é, sobretudo, uma prova inequívoca da imortalidade da alma, um dos princípios fundamentais da Doutrina Espírita.


Nestes dias de festas materiais e lembranças do sofrimento dEle, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, da evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar "coordenando" o processo depurativo de nosso planeta.


Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus amigos e familiares, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de "sermos deuses", "fazendo brilhar a nossa luz". Comemore uma "outra" Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.


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