Despertar

Ser espírita é...

31 dez 1969 às 21:33

Assim, os últimos serão primeiros e os primeiros serão últimos, porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
Jesus (Mt. 20:16)


Fazer-se realmente conhecido, através de características essenciais, como quando se rende constantemente pelo preito de amor a Deus, começando na consciência.


É considerar a Humanidade por sua própria família; respeitar o corpo de carne como um santuário vivo que lhe cabe sublimar.


É abraçar o trabalho construtivo, seja qual seja a posição em que se encontre. Abster-se formalmente do profissionalismo religioso.


É saber-se um espírito em evolução e, por isso, não exigir dos outros qualidades perfeitas que ainda não possui.


É aceitar sem revolta dificuldades e provações por não desconhecer que os princípios da reencarnação situam cada pessoa no lugar que traçou a si mesma, ante os resultados das próprias obras.


É empenhar-se no aprimoramento individual, na certeza de que tudo melhora em torno, a medida que busca melhorar-se.


É estimar o dever irrepreensivelmente cumprido, seja no lar ou na profissão, na vida particular ou na atividade pública o alicerce da pregação de sua própria fé.


É exaltar o bem, procurando a vitória do bem, com esquecimento de todo mal.


É exercer a tolerância fraterna, corrigindo o erro sem ferir, como quem separa o enfermo da enfermidade.


É estudar sempre.


É amar sem escravizar e sem escravizar-se. Não ter a presunção de saber e fazer tudo, mas realiza, com espontaneidade e alegria o trabalho que lhe compete.


É agir sem paixões partidárias, em assuntos políticos, embora esteja atento aos deveres de cidadão que o quadro social lhe preceitua.


É usar as posses do mundo em favor da prosperidade e do bem. É evitar os excessos.


É simplificar, quanto possível, a própria existência. É acatar os preconceitos dos outros, conquanto não se sinta obrigado a cultivar preconceito algum.


Definindo-se o espírita na condição de aprendiz infatigável do progresso, será justo lembrar aqui a conceituação de Allan Kardec, no item sete do capítulo primeiro de "0 Evangelho, Segundo o Espiritismo": Assim como o Cristo disse "não vim destruir a lei, porém, cumpri-la", o Espiritismo também diz - "não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução."

* Mensagem do livro "O Livro da Esperança", de Chico Xavier.


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