Ao som de "olê olê olá", o presidente Lula (PT) recebeu seu reforço da vacinação contra o coronavírus e a dose foi aplicada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é médico.
O ato marca o lançamento da Mobilização Nacional pela Vacinação, em conjunto com o Ministério da Saúde, e reforça o símbolo do Zé Gotinha, mascote que ajuda nas campanhas de imunização infantil.
"Pelo amor de Deus, não sejam irresponsáveis. Se tiver vacina, vá lá tomar a vacina porque a vacina é a única garantia que você tem de não morrer por falta de responsabilidade, é uma garantia de vida. Por isso, hoje tomei minha quinta vacina e se tiver sexta, vou tomar a sexta, se tiver a sétima, vou tomar a sétima. Tomo vacina porque eu gosto da vida, é o dom maior que Deus nos deu [...] O Zé Gotinha representa só amor e nada mais do que isso. Vamos todo mundo tomar vacina para que o Brasil fique curado da pandemia", declarou o presidente na campanha de vacinação.
A imagem feita nesta segunda-feira (27), de Lula com Alckmin, faz referência a uma foto de 2008, na qual o presidente era vacinado por José Serra -eles eram rivais políticos, mas se uniram em campanha para incentivar a população a se vacinar contra a gripe.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, ecoou um discurso semelhante ao de Lula no evento de hoje: "Vacina é vida, vacina é SUS. É o movimento em defesa da vida, união e reconstrução, viva a volta do Zé Gotinha".
Além de Lula, foram imunizados na ação desta segunda representantes do grupo prioritário da nova vacinação contra a covid-19, como idosos acima de 70 anos e uma gestante.
Nesse primeiro momento, também serão vacinados imunossuprimidos, pessoas que vivem em instituições de forma permanente, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.
Em seguida, a expectativa do governo é vacinar idosos entre 60 e 69 anos; trabalhadores da saúde; puérperas; pessoas com deficiência permanente; população privada de liberdade. O restante da população deve esperar anúncios do governo para saber quando se vacinar de novo contra o coronavírus.
Na ação desta segunda, foram utilizadas doses bivalentes, uma atualização que protege contra a cepa original do coronavírus e contra as subvariantes ômicron.
Zé Gotinha em destaque
O personagem criado nos anos 1980 para marcar a vacinação contra a poliomielite -e principal marca da vacinação infantil no país- havia sido deixado de lado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e seu retorno tornou-se promessa de campanha de Lula.
Durante a eleição, no ano passado, o petista usava o sumiço do personagem para criticar a política de vacinação de Bolsonaro contra a covid-19. Nesta tarde, antes das autoridades subirem ao palco, o personagem foi aplaudido pelo público no posto de saúde.
Presentes no evento, a governadora Celina Leão (PP) e a secretária de Saúde do DF, Lucilene Queiroz, foram vaiadas pelo público. De maioria apoiadora do presidente, houve gritos de "Ih, fora!" quando seus nomes foram anunciados no microfone.