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SEGUNDO O IBGE

Percentual de pessoas em situação de pobreza cai para 31,6% em 2022

Ana Cristina Campos - Agência Brasil
06 dez 2023 às 12:25
- Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O percentual de pessoas em situação de pobreza caiu de 36,7% para 31,6% em 2022, enquanto a proporção de pessoas em extrema pobreza caiu de 9% para 5,9%, neste período. 


Os dados estão na Síntese de indicadores Sociais 2023: uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada nesta quarta-feira (06) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geogragia e Estatística).

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Em 2022,havia 67,8 milhoes de pessoas na extrema pobreza. Frente a 2021, esses contigentes recuaram 10,2 milhôes e 6,5 milhôes de pessoas, respectivamente.

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De 2021 a 2022, a extrema pobreza e a pobreza recuaram em todas as regiões, em especial no Norte (-5,9 ponto percentual e -7,2 ponto percentual, respectivamente) e no Nordeste (-5,8 ponto percentual e - 6,2 ponto percentual)

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Em 2022, entre as pessoas com até 14 anos de idade, 49,1% eram pobres e 10% extremamentes pobres. Na população com 60 anos ou mais, 14,8% eram pobres e 2,3% extremamentes pobres.


Entre as pessoas de cor ou raça preta ou parda, 40% eram pobres em 2022, um patamar duas vezes superior à taxa da população branca (21%).

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Brancos recebem mais do que negros por hora de trabalho no Brasil
Brancos receberam em média R$ 20 por hora de trabalho no Brasil em 2022, quantia 61,4% maior do que a de pretos ou pardos (R$ 12,4).


O arranjo domiciliar formado por mulheres pretas ou pardas, sem cônjuge e com filhos menores de 14 anos concentrou a maior incidência de pobreza 72,2% dos moradores desses arranjos eram pobres e 22,6% eram extremamente pobres.


A participação dos programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situação de extrema pobreza chegou a 67% em 2022. Já a renda do trabalho foi responsável por apenas 27,4% do rendimento deste grupo.

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“Quando a análise considera a renda dos domicílios com os menores rendimentos, o peso dos benefícios de programas sociais se torna mais relevante, além de apresentar maior oscilação em anos recentes. Para aqueles domicílios com o rendimento domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo, a participação dos benefícios de programas sociais chegou a 44,3% do rendimento total em 2022, o que representou crescimento em relação a 2021, quando o peso desses benefícios foi 34,5%, mas manteve-se abaixo do verificado para 2020 (46,7%)”, diz o IBGE.


Entre os domicílios considerados pobres, os benefícios de programas sociais representavam 20,5% dos rendimentos e a renda do trabalho, 63,1%.

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Concorrência para cursos de medicina no Brasil despenca em oito anos
A concorrência para ingresso em cursos de medicina no país caiu pela metade de 2014 a 2022. No período, a relação de candidatos por vaga foi de 46,5 para 20,4.


Os impactos da ausência hipotética dos programas sociais teriam elevado em 12% a proporção de pobres do país em 2022, que passaria de 31,6% para 35,4%. Já a extrema pobreza teria sido 80% maior em 2022, passando de 5,9% para 10,6% da população do país.


Caso não existissem programas sociais, o índice de Gini que mede a desigualdade na distribuição de renda, teria sido 5,5% maior, passando dos atuais 0,518 para 0,548.  

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O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um significa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.


CONDIÇÕES DE MORADIA

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A maior parte da população brasileira (64,6%) vive em domicílios próprios e já pagos. Esse percentual vem caindo desde o início da série, em 2016 (67,8%).


A condição de domicílio alugado aumentou, saindo de 17,3% em 2016 para 20,2% em 2022. Entre a população mais pobre, esse percentual foi 18,3%, 4,0 p.p acima de 2016. Entre os mais ricos, foi de 21% em 2022, 3,2 p.p. acima de 2016.


Em 2022, faltava documentação para 13,6% das pessoas que viviam em domicílios próprios, ou 9,6% do total da população. Essa proporção caiu 2 pontos percentuais ante 2019 (11,6%).


Entre a população mais pobre, 18,5% vivem em domicílios próprios sem documentação.


Ônus excessivo com aluguel atingia 23,3% da população residente em domicílios alugados (4,7% do total da população). Essa vulnerabilidade atinge mais à mulher sem cônjuge com filho de até 14 anos (14,2%), os arranjos unipessoais (9,6%) e a população mais pobre (9,7%).


Na população de menor rendimento, 13,8% sentiam insegurança em sua residência e 29,8%, em seu bairro. Entre a população com maior rendimento, esses percentuais eram 6,9% e 25,1%, respectivamente.


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