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Atraso na Cidade Industrial de Londrina não impede avanços, diz presidente da Codel

Celso Felizardo - Editor
04 mai 2022 às 08:33
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O presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Bruno Ubiratan, avalia que o atraso nas obras da Cidade Industrial causado pelo descumprimento do contrato por parte da empresa vencedora da licitação não pode ser considerado um fator determinante para se analisar o atual cenário de industrialização em Londrina.

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Ao comentar a análise feita pelo economista Marcos Rambalducci, em reportagem publicada pela FOLHA na edição da última segunda-feira (2), de que a cidade sofre com a desindustrialização ao longo das últimas duas décadas, Ubiratan pontuou que o panorama atual difere daquele encontrado no passado recente.

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“Ao longo do tempo a gente só ouvia falar que Londrina perdia indústria, que estavam todas indo para cidades vizinhas. Hoje o cenário é diferente. Temos um trabalho muito forte voltado para que Londrina não seja apenas prestadora de serviços, mas que seja industrializada, tecnológica, inovadora, e com potencial turístico. Esses são os três pilares que a gente trabalha aqui”, argumenta.


Na lista de atração de empresas, Ubiratan cita a planta industrial da Rizobacter, a unidade da BRF, a J.Macêdo, o centro de distribuição do Magazine Luiza, além das ampliações da Atlas Schindler e da TCS (Tata). “São investimentos milionários, com geração ampla de empregos que não podem ser ignorados”, pontua.


Sobre os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) que mostram Londrina no azul no saldo de empregos no último ano, mas com queda nos postos de trabalho da indústria, Ubiratan expõe que o término do contrato da empresa responsável pela coleta de lixo na cidade acabou por impactar os números. “Apesar de não ser uma indústria, efetivamente, a CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) deles está assim registrada e isso causou essa redução nos números do setor no município”, explica.

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Ubiratan está confiante que um novo edital da Cidade Industrial seja aberto ainda no primeiro semestre. “É um projeto conceitual muito importante para a cidade e que, infelizmente, sofre com o atraso por questões legais, externas, em que o município não pode pular etapas”, comenta. Segundo o presidente da Codel, a prefeitura conseguiu a quebra de contrato com a construtora após comprovar atrasos no cronograma - apenas 5% da obra foram entregues - além da terceirização da mão de obra. 


Continue lendo na Folha de Londrina.

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