Pesquisadores chineses chegaram a variedades de batata doce com teores de betacaroteno, precursor da pró-vitamina A, até cinco vezes maiores que os encontrados em variedades comuns. Este é um dos resultados que estão sendo mostrados no 2º Encontro Anual de Biofortificação, que acontece de 11 a 14 de novembro, no Rio de Janeiro, sob coordenação da Embrapa Agroindústria de Alimentos. O evento reúne pesquisadores de 7 países ligados ao HarvestPlus e AgroSalud que trabalham pela Biofortificação de feijão, arroz, milho, mandioca, feijão caupi e batata-doce.
De acordo com Chunyi Zhang, que responde pelo HarvestPlus na China, o desafio do governo e dos cientistas chineses era aumentar a qualidade nutricional da batata-doce, produto tão consumido quanto o arroz na Ásia, sem perder de vista a produtividade. "Não adiantava ter um variedade rica em micronutrientes e ter baixa produtividade. Culturalmente, o produto seria rejeitado porque na China a primeira preocupação é a quantidade para sustentação de todos", explicou.
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As novas batatas com tons que variam do amarelo ao laranja consumiram três anos de pesquisas e chegaram num momento de aquecimento da economia chinesa. Com mais recursos, os chineses estão diversificando a dieta e atendo-se a questão de qualidade nutricional dos alimentos.
No Brasil, pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) desenvolveram o milho QPM (Qualidade Protéica Melhorada) com 50% mais de lisina e triptofano, aminoácidos essenciais para o metabolismo por responder pela constituição de proteínas, enzimas e outros compostos. A partir de linhagens do QPM e de outras com características de boa adaptação a solo e clima, pretende-se obter novos milhos ricos em betacaroteno, zinco e ferro. A pesquisadora Maria Cristina Paes, da Embrapa Milho e Sorgo, estará presente no Encontro para partilhar os resultados obtidos até agora.