Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
INFECTOLOGISTA ORIENTA

Em meio ao aumento de casos, saiba diferenciar os sintomas de dengue e de covid-19

Paula Laboissière - Agência Brasil
29 fev 2024 às 16:52
- Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Em meio a uma explosão de casos de dengue e o aumento de infecções por covid-19 no Brasil, sintomas como febre, dor de cabeça e mal-estar passaram a assustar e gerar muitas dúvidas. No atual cenário epidemiológico, é importante saber diferenciar os sinais de cada enfermidade.


Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Albert Einstein, Moacyr Silva Junior, lembrou que, embora igualmente causadas por vírus, dengue e covid-19 são transmitidas de maneiras completamente diferentes. Enquanto a infecção por dengue acontece pela picada do mosquito Aedes aegypti, a infecção por covid-19 se dá por via aérea, por contato próximo a uma pessoa doente, como tosse ou espirro.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


“A transmissão da covid-19 acontece de pessoa para pessoa. É uma transmissão respiratória por tosse, expectoração, gotículas, contato de mão. Muitas vezes, a pessoa assoa o nariz, não higieniza as mãos e passa para outra pessoa. A dengue não, está relacionada ao mosquito mesmo. O mosquito pica uma pessoa infectada e, posteriormente, vai picar outra pessoa sã e transmitir o vírus de uma pessoa para outra, mas você tem o vetor.”

Leia mais:

Imagem de destaque
Mais de 1.900 produtos avaliados

Londrina tem seis premiados no Mundial do Queijo; outros 55 premiados são do Paraná

Imagem de destaque
Nenhum ferimento

Seis condutores saem ilesos de engavetamento com van e carros na PR-445, em Cambé

Imagem de destaque
De 1º a 22 de maio

CBF define os 16 confrontos de ida e volta da 3ª fase da Copa do Brasil

Imagem de destaque
Entenda

STF permite uso de vestimentas religiosas em foto de documentos oficiais


O infectologista explica a diferença básica nos sintomas das duas doenças:

Publicidade


“Quando a gente pensa em covid-19, o quadro é muito relacionado a um quadro respiratório ou de resfriado comum e dor no corpo. Já na dengue, geralmente, é um quadro mais seco. Esse quadro respiratório geralmente está ausente. Não vai haver infecção das vias aéreas superiores. É mais dor atrás dos olhos, dor no corpo, mal-estar. Não vai estar associado à coriza, tosse e expectoração.”


DENGUE

Publicidade


O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença.


A quase totalidade dos óbitos por dengue é classificada pela pasta como evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Publicidade


“Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado”, explicou o infectologista.


Após o período febril, entretanto, é preciso manter a atenção. Com o declínio da febre após os primeiros dias, alguns sinais classificados como de alarme podem estar presentes e marcam o início da piora do paciente.

Publicidade


“O agravamento da dengue acontece em torno do terceiro ao quinto dia, quando a febre desaparece. É interessante porque, geralmente, quando a febre desaparece, a gente acha que está melhorando. Mas, no caso da dengue, pode se um sinal de que a coisa pode piorar.”


“Nessa piora, os sinais de alerta são vômitos recorrentes, a pessoa não consegue se alimentar, fica bem desidratada, dor de barriga, surgem manchas pelo corpo. São sinais de gravidade. Então, no terceiro dia, caso a febre suma e a pessoa se sinta pior, vale procurar o posto de saúde para ser avaliada e verificar a gravidade.”

Publicidade


Imagem
Combate à dengue no país passa também pela proteção dentro de casa, afirmam especialistas
A epidemia de dengue no País continua alarmante, com 920.427 casos prováveis e 184 óbitos registrados até a última segunda-feira (26), de acordo com dados do Ministério da Saúde. A aplicação da vacina Qdenga contra a dengue teve início no país.


COVID-19


Já a covid-19 se caracteriza por uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e é classificada pelo Ministério da Saúde como potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global.

Publicidade


A doença pode apresentar manifestações clínicas leves, quadros moderados, graves e até críticos.


A maioria dos casos são marcados pela presença de sintomas como tosse, dor de garganta ou coriza, seguidos ou não de febre, calafrios, dores musculares, fadiga e dor de cabeça.


“A covid pode não ter febre. O paciente vai apresentar um quadro de tosse, expectoração, dor de garganta, obstrução nasal associada à dor no corpo. Acompanhado ou não de febre”, explicou Moacyr Silva Júnior.


“Felizmente, com a vacinação, a gente não está tendo mais casos graves de covid-19, com internação. A pessoa pode ficar em casa e tratar coma analgésicos e antitérmicos. Os sinais de gravidade são falta de ar que persiste, cansaço importante, frequência respiratória mais aumentada e uma febre que pode persistir, diferentemente da dengue. Nesses casos, o paciente deve procurar assistência médica.”


Em casos graves, classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave, há desconforto respiratório, pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente, além de coloração azulada de lábios ou rosto. Nos casos críticos, há necessidade de suporte respiratório e internações em UTI (unidades de terapia intensiva).


Imagem
Casos de Covid sobem nas primeiras semanas do ano no Brasil
O Brasil registrou, de 1° de janeiro até o último dia 10 de fevereiro, 196.460 novos casos de Covid, de acordo com dados do painel Covid-19 no Brasil do Ministério da Saúde.


Automedicação


Com os sistemas de saúde públicos e particulares sobrecarregados, o paciente, muitas vezes, opta por tomar medicamentos por conta própria. O infectologista alerta, entretanto, que a automedicação, apesar de ser vista como uma solução para o alívio imediato dos sintomas, deve ser feita com cautela para que não haja consequências mais graves – sobretudo em casos de dengue.


“Em relação à covid, particularmente, a dipirona e a lavagem nasal com soro fisiológico já ajudam e diminuem os sintomas até passar a fase. Já em relação à dengue, além do analgésico, que seria a dipirona, precisamos de uma hidratação bastante importante, algo em torno de três litros por dia de hidratação oral. Pode ser suco, água de coco e água. Associados à dipirona, para diminuir os sintomas de dor muscular. O que é contraindicado é o ácido acetilsalicílico, o AAS, que pode piorar os sinais de hemorragia caso o paciente evolua para dengue hemorrágica”, concluiu.


LEIA TAMBÉM:


Imagem
Esmalte, salsicha e sol do meio-dia: quais agentes externos podem causar câncer?
Diversos fatores de risco estão associados direto ou indiretamente ao câncer. Estima-se que até 2025 surjam 704 mil novos casos da doença no Brasil.
Publicidade

Últimas notícias

Publicidade