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Em 5 anos, 375 jovens morreram baleados em Londrina

Luís Fernando Wiltemburg - Equipe Folha
06 nov 2015 às 09:59

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Reprodução/Pixabay
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Os homicídios com armas de fogo ceifaram a vida de 375 jovens entre 15 e 29 anos entre 2010 e setembro de 2015, representando 41,5% das mortes violentas de londrinenses nesta faixa etária. O levantamento consta no relatório final da Comissão Especial sobre Violência e Morte na Juventude, da Câmara Municipal de Londrina (CML), divulgado na quinta-feira (5).

A comissão foi criada para debater as situações de violência a quais estão submetidos jovens entre 15 e 29 anos e que são desassistidos por programas de combate e prevenção. Durante a execução dos trabalhos, foram coletados dados e feitos debates sobre o assunto com órgãos públicos e a sociedade civil. Ao final, o relatório propõe ações para reduzir a violência por meio de políticas públicas. Também traz um levantamento da percepção da violência pelos londrinenses, em pesquisa de campo quantitativa com 1.140 entrevistados na área urbana do município.


Segundo o levantamento, entre 2010 e setembro de 2015 foram registrados 904 óbitos violentos entre jovens nesta faixa etária, das quais 375 por homicídio com arma de fogo e sete suicídios também com projéteis. Os outros casos são relativos a acidentes de trânsito, óbitos suspeitos e outros tipos de mortes violentas.


Os números de morte são baseados apenas nos dados do Instituto Médico Legal (IML) e repassados pela Secretaria Municipal de Saúde. Porém, não permitem determinar os autores dos homicídios ou os motivos e circunstâncias em que ocorreram. Mesmo questionadas, a Polícia Civil e a Vara de Execuções Penais não responderam aos ofícios e a Polícia Militar até forneceu dados, mas informalmente e sem informatização.


O presidente da comissão, Júnior Santos Rosa (PSC), afirma não saber qual o motivo para a resposta não ter chegado, se é por falta de compilação das informações ou se pelo fato de não haver estipulado data nos ofícios. As comissões especiais, quando criadas, têm prazo para concluir os trabalhos.

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Ele também afirma que as informações coletadas nas reuniões públicas demonstram que a violência está diretamente ligada ao tráfico. Por isso, nos encaminhamentos do relatório, é forte a demanda por programas que afastem os jovens desta realidade por meio de atividades esportivas e culturais, mas também evoca a participação de igrejas nos trabalhos.
Para o presidente, o desencontro nos dados dos diferentes órgãos prejudica a elaboração de políticas efetivas para mudar o quadro. Além disso, afirma que os jovens a partir dos 18 anos não têm programas voltados para eles em execução e os que são propostos pelo poder público, em todas as esferas da administração, não são devidamente efetivados, seja por falta de vontade política, seja pela falta da devida atenção a estes projetos. Por isso, o relatório ainda defende a criação de uma secretaria municipal ou coordenação para compilar essas informações e organizar os programas.


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