Londrina

MST desocupa Terminal Urbano e 'engrossa coro' no Calçadão

30 jun 2017 às 11:40

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra que bloqueava a entrada do Terminal Urbano de Londrina desde as 6h desta sexta-feira (30) saíram do local e uniram-se aos manifestantes que promovem ato público no Calçadão de Londrina, por volta das 11h. A estimativa não-oficial é de cerca de 250 pessoas participando do protesto contra o presidente Michel Temer e contra as reformas trabalhista e previdenciária.


Com a saída dos manifestantes policiais militares garantem a segurança de motoristas e passageiros dentro do terminal e o comércio ao redor abriu as portas. No calçadão, os sambistas Braga e Seo Nelson cantam música de protesto, enquanto movimentos sociais fazem uma batucada.



A população, entretanto, mostra-se cética em relação ao ato público. Trabalhador do ramo da hotelaria, Júnior Alves Trincheira diz que não concorda com a manifestação por considerar "perda de tempo". "Fazer manifestação não adianta porque não conseguirão tirar o pessoal do governo. É só fazer barulho", opina.


Já a consultora de beleza Denilse Martins avalia que o protesto é válido, mas não deveria ocorrer durante a semana, em horário comercial. "Acho que deveria ocorrer no fim de semana, para ter mais gente. Agora, o pessoal está trabalhando", recorda.


Conscientização


A presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Aparecida Regiane Portieri, disse que não houve paralisação da categoria nesta sexta porque a manifestação é um ato das categorias para tentar sensibilizar os trabalhadores sobre o impacto que as medidas terão em suas vidas profissionais e, futuramente, nas aposentadorias. "Essas reformas são um retrocesso. Rasgam a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)", afirma.

(Com informações de Marina Gallo, do Bonde, e Guilherme Marconi, do Grupo Folha)


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