O advogado Frederico Muller, que representa o jornalista Antonio Pimenta Neves, negou nesta quinta-feira (14) que seu cliente esteja foragido. Na noite de quarta-feira, a Justiça expediu um mandado de prisão contra o jornalista, depois que os desembargadores da 10ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) decidiram que ele não tem direito a um segundo julgamento e deve ser preso pela morte da ex-namorada Sandra Gomide.
Pimenta Neves não foi localizado em sua casa, na zona sul da cidade de São Paulo. O advogado disse que ele está em local conhecido pela defesa, mas aguarda resposta do TJ para uma petição que foi protocolada para pedir uma audiência e combinar a apresentação do jornalista. O objetivo seria ''resguardar a integridade física e moral'' de Pimenta Neves, disse Muller a jornalistas, na porta da casa de seu cliente. Ele saiu do imóvel com um computador.
O jornalista foi condenado em maio último por homicídio doloso, agravado por motivo torpe - ciúme - e impossibilidade de defesa da vítima, após um júri que durou três dias. No júri, os advogados argumentaram que ele agiu sob forte emoção. Após o crime, Pimenta Neves ficou sete meses preso. Foi solto em março de 2001 e permaneceu em liberdade, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após sua condenação.
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Na quarta-feira, quando os desembargadores decidiram, por unanimidade, que o jornalista deve ser preso pela morte da ex-namorada, anunciaram uma mudança na pena, que caiu de 19 anos, dois meses e 12 dias para 18 anos de prisão. A defesa do jornalista apresentou um pedido de habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O crime ocorreu em agosto de 2000. Sandra Gomide, à época com 32 anos, foi morta em um haras com dois tiros - um nas costas e outro no ouvido - disparados pelo ex-namorado, que foi diretor de redação do jornal ''O Estado de S.Paulo''. (Com informações da Folha de Londrina)