Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Avaliação e perfil

Pesquisa retrata visão dos professores sobre a educação

Redação Bonde
09 nov 2007 às 20:55
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Com o objetivo de avaliar como o professor brasileiro se relaciona com o trabalho, os alunos e a escola (e de que forma eles enxergam o futuro da Educação), a Fundação Victor Civita realizou, por meio do Ibope, uma pesquisa quantitativa com 500 educadores da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio da rede pública das principais capitais brasileiras. Além de traçar um perfil do professor brasileiro, a pesquisa apontou os principais motivos de insatisfação, as dificuldades encontradas em sala de aula e as perspectivas para o futuro da profissão e da Educação no País.

Na opinião dos educadores, o estímulo da família e a postura do estudante são os maiores influenciadores na qualidade do ensino brasileiro, ficando à frente, inclusive, do governo. Para 26% dos entrevistados, o professor é o principal responsável pela qualidade da Educação. A família ocupa o segundo lugar no ranking, com 20% das indicações, e os alunos aparecem em terceiro lugar, com 18%. O governo está em quinto lugar e é citado somente por 12% dos entrevistados.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Quando questionados sobre os principais problemas encontrados em sala de aula, 46% responderam que a falta de disciplina é o maior deles e 34%, que isso é culpa da ausência de motivação dos alunos. Para 31%, a pouca participação dos pais é a maior dificuldade. As carências de infra-estrutura aparecem em 5º lugar, com 18%. A violência e o comércio de drogas também foram mencionadas, mas só no final do ranking, respectivamente com 9% e 5% das citações.

Leia mais:

Imagem de destaque
Espanha, Malta, Alemanha...

Entenda como é o uso de drogas em países que foram além da descriminalização

Imagem de destaque
Arcebispo conservador

Vaticano excomunga arcebispo que chamou papa de 'servo de Satanás'

Imagem de destaque
Na inglaterra

Enfermeira é condenada pela 15ª vez à prisão perpétua por matar bebês prematuros

Imagem de destaque
No Colorado

Cachorro liga fogão acidentalmente e põe fogo em casa nos EUA; veja vídeo


A instabilidade financeira é um dos principais fatores que levam ao descontentamento da categoria. Apenas 32% dos professores afirmam tê-la conquistado, enquanto 90% consideram essa condição fundamental para ter qualidade de vida. Segundo David Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita, a má qualidade da Educação brasileira e a insatisfação do professor não estão relacionadas apenas à baixa remuneração. "Além do salário, as condições de trabalho também precisam melhorar. Porém, o professor tem de entender sua responsabilidade no processo de aprendizagem dos alunos".

Publicidade


A maioria dos entrevistados (90%) afirma ter boa didática de ensino e 64% consideram sua formação inicial excelente ou muito boa. Mais de 70% dos educadores estudaram em escola pública até ingressar na faculdade, enquanto 40% cursaram ensino superior em instituição pública. Ainda segundo a pesquisa, 48% acreditam que os programas de formação continuada interferem positivamente no ensino e 80% dizem já ter participado de cursos desse tipo. Porém, nem por isso eles se sentem mais preparados para a rotina escolar: 49% reconhecem que não estão prontos para enfrentar a realidade da sala de aula.


Hoje, só 1% acredita que a qualidade da Educação brasileira é excelente e 23% a classificam como ruim ou péssima. Para os próximos 10 anos, mudanças positivas são esperadas para 57% dos professores entrevistados. O que vai mudar? Segundo a pesquisa, haverá investimentos em cursos de capacitação, melhores salários, escolas com melhor infra-estrutura, maior participação da família, maior participação do governo e maior acesso às escolas. Mudanças negativas são esperadas por 38% dos entrevistados, que apontam como razões a degradação do ensino público, a piora na qualidade do ensino, a desvalorização dos professores e a diminuição de verbas públicas para a Educação.

Publicidade


O dia-a-dia do professor


* Em média, o professor da rede pública gasta 59 horas por semana em atividades relacionadas ao trabalho. Deste total, praticamente 50% correspondem a horas em sala de aula.

Publicidade


* Diariamente, cerca de 3 horas são gastas para ir de casa à escola ou em deslocamentos entre as escolas onde lecionam.


* 36% dos professores têm mais de 300 alunos no total de suas turmas, o que significa que cada professor pode dispensar, em média, 13 minutos por semana ou 3 minutos por dia para cada aluno.

Publicidade


* 25% dos professores têm turmas com mais de 40 alunos.


* Para 64% dos professores, o número ideal de alunos por sala é entre 21 e 30.

Publicidade


* Em média, um professor dá aula para sete turmas e possui 266 alunos.



Sobre a profissão

Publicidade


* 21% estão totalmente satisfeitos com a profissão.


* 37% estão satisfeitos em relação à estabilidade e à flexibilidade no planejamento das aulas.


* 21% estão satisfeitos com o fato de trabalharem na rede pública.


* 34% estão insatisfeitos com os benefícios e 29% com a remuneração.


* O amor à profissão é a principal motivação para 53% dos professores.


* 83% da amostra avaliam o ofício de professor como extremamente importante para a sociedade.


* Para um terço dos professores, a profissão não é valorizada pela sociedade.



Outros dados


* De acordo com 74% dos professores, os materiais fornecidos pelo governo não chegam na hora certa.


* 41% dos professores partilham princípios religiosos em sala de aula, sendo que 53% declaram-se católicos, 16% evangélicos e 12% espíritas.


* 26% declararam que seus alunos não sabem ler/escrever.


* Quase um quarto dos professores diz que a escola está fazendo o papel da família.


* 74% dos professores são contra a progressão continuada.

(Com informações são da FBS Comunicações)


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade