Acusada de "acelerar" a morte de pacientes internados em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Hospital Evangélico de Curitiba para liberar vagas, a médica Virgínia Helena Soares de Souza vai a júri popular. A decisão, por dois votos contra um, foi confirmada em julgamento da 1ª Câmara Criminal do TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) na tarde desta quinta-feira (27). A defesa disse que vai recorrer.
O caso ficou nacionalmente conhecido em meados de 2013, quando o MPPR (Ministério Público do Paraná) apresentou denúncia por homicídio qualificado à Justiça e as acusações vieram à tona. Virgínia Helena Soares de Souza era chefe da UTI da instituição e, entre 2006 e 2012, teria sido responsável por "adiantar" a morte de pacientes com o objetivo de abrir vagas para novos pacientes.
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