31/10/20
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Governo prepara extinção do parque gráfico do Estado

Gilson Abreu/AEN
Gilson Abreu/AEN


Em seu processo de reforma administrativa, o governador Ratinho Júnior (PSD) planeja extinguir o Departamento de Imprensa Oficial do Estado, responsável pela publicação dos diários oficiais, publicidade legal, suplemento de concursos e pela impressão de materiais gráficos.


A decisão partiu do Conselho de Administração da Imprensa Oficial, após um estudo para analisar o reposicionamento estratégico da autarquia. No levantamento, foi constatado que o parque gráfico é deficitário e que a divisão responsável pelas publicações oficiais, disponibilizadas por meio eletrônico desde 2004, poderia ser incorporada à administração direta, compondo a estrutura da Casa Civil.

A extinção do órgão precisa ser feita por lei que será enviada para a Assembleia Legislativa.

"As receitas arrecadadas atualmente com as impressões mal cobrem os gastos de manutenção do parque gráfico”, explica o presidente do Conselho de Administração da autarquia, Diego Nogueira. "Sem contar os custos com a folha de funcionários, as despesas com o parque gráfico no ano passado chegaram a R$ 4,2 milhões. Somente dois contratos para a manutenção dos maquinários, vigentes até outubro deste ano, vão custar R$ 1,2 milhão”, diz.

O projeto de lei do Executivo que trata da extinção da autarquia prevê que parte dos cargos em comissão também sejam extintos. Os funcionários do quadro próprio serão realocados em outras setores do Estado, de acordo com a definição da Secretaria de Estado da Administração e Previdência. Os demais cargos devem ser absorvidos pela Casa Civil, para continuar o trabalho relacionado às publicações oficiais.

A Imprensa Oficial é responsável hoje pelo Diário Oficial do Estado, Diário Oficial de Comércio, Indústria e Serviços, Diário Oficial da Assembleia e pelo Suplemento de Concursos Públicos. Todos são publicados pelo meio eletrônico e disponíveis no site do órgão.

Digitalização

A extinção da autarquia também vai refletir na produção de materiais gráficos institucionais do Governo do Estado. A proposição é que a maioria seja digital, não mais impressa, trazendo ainda mais economia aos cofres públicos. Quando houver necessidade de impressão, será feita por licitação, buscando o menor preço.

A proposta do Conselho de Administração é que os móveis, materiais e equipamentos da Imprensa Oficial sejam integrados ao Patrimônio do Estado. Após a realização de um inventário, a Casa Civil, referendada pela Secretaria da Administração, dará a destinação devida aos bens.

Com o fechamento da produção gráfica, as impressoras e demais maquinários da gráfica, bem como a frota de veículos inservíveis, deverão ser leiloados ou repassados para outras instituições. O prédio onde funciona o parque de máquinas poderá receber outros órgãos de governo, diminuindo os gastos do Estado com locação de imóveis.
AEN-PR
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