Paraná

Homem finge a própria morte e faz 'velório fake' em Curitiba

20 jan 2023 às 20:20

Curitiba - Já pensou saber quem estaria no seu velório? Foi isso que um cerimonialista de Curitiba quis descobrir ao fingir a própria morte. Na última quarta-feira (18), Baltazar Lemos, de 60 anos, agitou a capital paranaense e as redes sociais ao protagonizar um “velório fake”.


Cerimonialista há 30 anos, durante a pandemia o profissional precisou se reinventar e passou a realizar velórios. Segundo ele, foram 889 cerimônias. Em algumas delas, o funeral era solitário, sem nenhum presente. Foi assim que surgiu a ideia de organizar a própria despedida em vida para saber se teria amigos e familiares na ocasião.


"Nos últimos cinco meses, com minha festa de 60 anos se aproximando, e como sempre faço grandes festas quando eu comemoro décadas, me veio a ideia de simular um texto em que as pessoas subentendessem que eu havia falecido", disse à FOLHA.


Conforme Baltazar, tudo foi pensado com detalhes, inclusive a omissão da palavra "morte". "Eu não posso usar a palavra morte, porque poderia ser um crime", afirmou.


Um dia antes, na terça-feira, uma publicação convidou todos os contatos das redes sociais dele para a "cerimônia de despedida", que seria realizada, em 18 de dezembro, em uma capela funerária conhecida de Curitiba.


"Fiz a locação da capela, com contrato. Na Capela Vaticano, ninguém sabia. Nos meus familiares, ninguém sabia. Minha mãe, meus filhos, meus amigos, ninguém sabia de nada", contou à FOLHA.


Após o suposto velório, só quem comparecesse na capela seria convidado para uma festa de 60 anos. Baltazar também organizou essa parte, prevendo a reação dos fornecedores do evento. "No contrato constava que, acontecesse o que fosse, a festa iria ocorrer naquela data. Porque eu sabia que, se o dono do local soubesse que eu havia falecido naquele dia, ele poderia não fazer a festa", lembrou.


Família não compactua com a ideia do cerimonialista


Antes de descobrir a verdade e sem encontrar o corpo, um sobrinho de Baltazar chegou a acionar as polícias do Paraná e São Paulo, já que o tio supostamente teria morrido após um procedimento cirúrgico em um hospital na capital paulista.


Mais tarde, quando ficou sabendo da situação, o jovem publicou um novo texto nas redes sociais dizendo que a família não compactuava com o que estava acontecendo.


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