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Operação Mustela

Justiça manda prender médicos que cobravam de pacientes para furar fila do SUS

Agência Estado
10 dez 2018 às 13:17

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Divulgação/MPPR
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Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, abriram nesta segunda-feira, 10, a Operação Mustela, contra um suposto esquema envolvendo médicos e servidores públicos que cobravam valores de pacientes para furar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão temporária e 44 ordens de busca e apreensão expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná.

Um alvo da operação é o gabinete do deputado Ademir Bier (PSD) - logo cedo, agentes da polícia e da Promotoria vasculharam as salas do parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná. Bier não foi reeleito.

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Os investigadores revelaram que pacientes que necessitavam passar por procedimentos cirúrgicos faziam contato com um assessor do parlamentar, Paulo de Morais, o Paulinho, que fazia a "ponte" com os médicos.

O grupo cobrava entre R$ 2 mil e R$ 8 mil de cada paciente, diz a investigação. As ordens de prisão temporária foram decretadas contra dois médicos, assessores, secretárias e intermediadores, um deles vereador de Bandeirantes (PR).

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Os mandados de busca são cumpridos em dez cidades (Curitiba, Campo Largo, Marechal Cândido Rondon, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Telêmaco Borba, Bandeirantes, Campo Magro, Colombo e Siqueira Campos), atingindo também o diretório de um partido político, hospital e clínicas.


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