O prefeito de Maringá, Roberto Pupin, assinou nesta quinta-feira (5), na superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Curitiba, convênio retomando a responsabilidade sobre a avenida Colombo, trecho urbano da BR-376. Com a entrega do Contorno Norte, a fiscalização e manutenção da avenida retorna ao município, que assume também as vias marginais do contorno.
Segundo o prefeito, o convênio confirma o que a Prefeitura vem planejando ao longo dos anos, transformar a avenida Colombo em uma avenida mais tranquila e residencial."A cidade cresceu muito, tanto para o lado Sul quanto para o Norte, e a avenida que passava no final da cidade já está praticamente no meio, muito próxima à região central. Com o estímulo ao uso do Contorno Norte e nossas intervenções, vamos conseguir diminuir o fluxo de veículos na Colombo e torna-la uma via mais segura e arborizada", disse.
A estimativa é que a Prefeitura volte a fiscalizar o trecho de 12 km da avenida ainda neste mês, o que atualmente fica por conta da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Basta que o decreto seja publicado no Diário Oficial da União. A fiscalização do Contorno Norte continuará sob responsabilidade da PRF.
As secretarias de Planejamento e Urbanismo (Seplan) e de Trânsito e Segurança (Setrans) já estão programando as primeiras intervenções na avenida, que devem ter início logo após a publicação do convênio em Diário Oficial. Nas marginais do Contorno Norte, a intenção é fazer calçadas, meio-fio, sinalização e iluminação. E na Colombo o objetivo é reforçar a segurança no trânsito, a princípio com a presença de agentes de trânsito portando radares móveis e, na sequência, com a instalação de radares e câmeras de avanço de semáforo.
Boulevard
Desde 2012, uma lei municipal passou a restringir a abertura de novos comércios na Avenida Colombo, com o objetivo de criar um boulevard, via comercial e residencial ampla e arborizada. A ideia é que as indústrias, as oficinas mecânicas de caminhões e outras empresas voltadas a atender o tráfego de uma rodovia sejam substituídas por comércios de apoio, como padarias, mercados, escritórios de prestação de serviços, hotéis e lojas de veículos.
A mudança autorizou a construção de edifícios residenciais. Para os donos das empresas instaladas na Colombo e que passaram a ter a atividade considerada restrita para a via, a legislação garante a permanência no e a renovação do alvará de funcionamento. A Secretaria de Planejamento concedeu no ano passado alvarás para a instalação de três prédios de apartamentos na via e há consultas de investidores para a construção de torres residenciais e comerciais.