Polícia

Gaeco prende dirigentes sindicais de Londrina suspeitos de desviar R$ 6,2 milhões

06 out 2022 às 12:20

O presidente, o secretário e o tesoureiro do Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança, Vigilância, Serviços Orgânicos e Similares de Londrina e Região foram presos temporariamente, ou seja, por cinco dias, nesta quinta-feira (6). Eles são investigados no âmbito da operação Sangria, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Também foram feitas seis buscas e apreensões. Os mandados foram cumpridos em Londrina, Cambé e Sertanópolis, na região metropolitana. 


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Agentes levaram documentos e equipamentos da sede da entidade, na avenida Rio de Janeiro, centro de Londrina. O presidente do sindicato também foi detido no local, levado para ser ouvido no MP-PR (Ministério Público do Paraná) e depois encaminhado ao Centro de Triagem. As investigações começaram em 2020 após denúncias e descobriram que os dirigentes estariam desviando dinheiro da instituição em benefício próprio. 


Foram identificados centenas de saques fracionados e em espécie, pagamentos de contas pessoais dos dirigentes com valores dos cofres do sindicato, além de outras movimentações bancárias atípicas. “Conseguimos comprovar que esses valores foram usados para aquisição de bens particulares e lavagem de ativos e não para a finalidade que deveriam ter sido utilizados”, destacou o promotor Jorge Barreto da Costa, coordenador do Gaeco em Londrina.  


As ordens judiciais foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Londrina, que também determinou o sequestro de imóveis, veículos, valores e ativos financeiros do trio até o limite de R$ 6,2 milhões, montante que o MP-PR (Ministério Público do Paraná) aponta como prejuízo aos cofres do sindicato. 

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