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Comissão em Londrina quer CPI para investigar crise no Paraná

Micaela Orikasa - Folha de Londrina
22 fev 2015 às 08:20

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Saulo Ohara/Equipe Folha
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O clima esquentou durante a reunião realizada no sábado na Câmara de Vereadores de Londrina, que tinha como objetivo conquistar o apoio dos agentes políticos ao movimento estadual dos servidores contrários ao pacote de medidas de ajuste fiscal encaminhado à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Representantes de entidades e servidores públicos pressionaram uma posição do deputado federal Alex Canziani (PTB) sobre o apoio às classes e propuseram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pela Assembleia para investigar as finanças estaduais.

"Temos que achar um caminho, soluções", sugeriu Canziani, sem firmar compromisso. O fato incomodou os servidores presentes, que responderam com vaias. O ponto alto do debate foi a manifestação favorável do deputado sobre as mudanças na Previdência Social.

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A reunião foi coordenada pelas vereadores Lenir de Assis (PT) e Elza Correia (PMDB) e contou com a presença de vereadores, o deputado estadual Tercílio Turini (PPS) e os deputados federais Alex Canziani (PTB), Marcelo Belinati (PP) e Enio Verri (PT) de Maringá. O deputado estadual Tiago Amaral (PSB) não compareceu, justificando outro compromisso, assim como o Cobra Repórter (PSC), que comunicou a ausência por telefone. O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) também não apareceu por conta da agenda.


A Comissão Temporária Externa criada pela Câmara de Londrina deverá apresentar amanhã uma nova carta à Alep e ao governador Beto Richa (PSDB), com as sugestões aprovadas em plenário ontem. O documento conta com a assinatura de entidades como APP-Sindicato, Assuel, Centro de Direitos Humanos (CDH), conselhos municipais de Cultura, Pessoa com Deficiência e Assistência Social, Mitra Arquidiocesana, Sindipol, entre outras.


"Queremos que os deputados federais se comprometam a nos apoiar nesse movimento para impedir que o governo coloque a mão nos R$ 8 bilhões para sanear a crise no Estado que ele próprio quebrou. É importante que as pessoas que elegeram esses deputados possam agora cobrar deles, pois venderam a ideia de que o Paraná estava uma maravilha", comentou Arnaldo Vicente, um dos diretores da APP-Sindicato e do Fórum de Servidores.


O deputado estadual Tercílio Turini acredita que nos próximos dias a proposta da CPI irá ganhar força na Assembleia. "Imagino que a maioria dos deputados que votou ou se manifestou contra a comissão geral deva apoiar", declarou, citando que essa investigação é a melhor forma de se esclarecer "onde foram utilizados os recursos do Estado nos últimos anos, uma vez que o Paraná teve uma arrecadação sempre crescente ao longo dos anos, bem acima da inflação".

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"Estamos tendo uma crise financeira que até poucos meses atrás não se falava. Não há transparência", acrescentou a vereadora Lenir de Assis. Amanhã, a Comissão Temporária Externa, composta pelos vereadores Gustavo Richa (PHS), Emanoel Gomes (PRB) e Jamil Janene (PP), viaja para Curitiba, onde acompanhará a discussão dos projetos de lei 60/2015 e 6/2015, mais conhecidos como "pacotaço", de autoria do Executivo Estadual, retirados temporariamente da pauta dos debates da Alep.


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