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Mudança de legenda

Ida de Ratinho para o PSD pode 'esvaziar' bancada do PSC na AL

Mariana Franco Ramos - Equipe Folha
03 mar 2016 às 09:04
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A iminente saída do secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Jr., do PSC deve trazer reflexos na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, onde o partido é hoje dono da maior bancada, com 12 integrantes. O chefe da pasta recebeu um convite do PSD e, segundo seus correligionários, já comunicou o desejo de mudar de legenda nesta janela partidária, que se encerra em 18 de março, levando consigo a maioria dos colegas. O fato de a sigla do ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), dispor de mais tempo de TV estaria pesando na decisão, uma vez que o secretário tem como meta disputar a sucessão do governador Beto Richa (PSDB) em 2018.

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Hussein Bakri (PSC) contou que Ratinho Jr., a quem se referiu como "líder maior", esteve em Brasília ontem, onde se reuniria com Kassab e também com a cúpula nacional do PSC. A tendência é que o troca-troca se confirme até amanhã. A legenda cristã pretende lançar Jair Bolsonaro (PP-RJ), envolto em brigas com grupos de direitos humanos de mulheres, negros e LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), como candidato à Presidência da República no próximo pleito, o que desagrada alguns parlamentares.


A análise é de que no PSD o filho do apresentador Carlos Massa conseguiria agregar um número maior de apoiadores, inclusive em âmbito federal. No Paraná, fazem parte da sigla o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, e o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, além dos deputados estaduais Chico Brasileiro, Luiz Carlos Martins e Ney Leprevost, o último pré-candidato à Prefeitura de Curitiba em outubro.


"Ficou bem claro que a questão remonta a uma possível parceria dele (Ratinho) com o Ministério das Cidades, que são muito afins, e, como pano de fundo, não dá para negar, as eleições estaduais de 2018. Ele entende que é preciso ter uma estrutura partidária maior, e essa foi a tese que defendeu", disse Hussein. De acordo com o político, houve um contraponto de boa parte dos membros da bancada na AL, convencidos de que essa não seria a melhor hora. "O PSC já não é aquele partido pequeno de outrora; se fortaleceu, vitaminou, fez um trabalho de filiação de prefeitos. Uma decisão dessas sempre causa perdas", pontuou.

Mesmo sendo contrário ao troca-troca, Hussein adiantou que pretende seguir o secretário. Conforme estimativa de Guto Silva (PSC), sete a nove correligionários devem fazer o mesmo. "O PSC é de fato um partido com muita força no Paraná, mas baixa representatividade no Congresso. É natural que, dentro desta reforma eleitoral, haja um enxugamento dos partidos – vão permanecer os mais vigorosos, mais fortes, com estruturas mais adensadas", avaliou Silva. "Nós vamos aguardar o Ratinho Jr., para que a gente possa tomar a decisão. Temos um bloco, um trabalho político a médio prazo, e, no meu entendimento, a união, a base sólida e consistente, permite a ele chegar mais competitivo nas eleições estaduais", completou.


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