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Justiça libera padre-prefeito de Mariluz

Redação - Folha do Paraná
14 ago 2001 às 19:00
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O Tribunal de Justiça concedeu no final da tarde habeas-corpus para o prefeito cassado de Mariluz, padre licenciado Adelino Gonçalves (PMDB). Ele estava preso em Curitiba há quase cinco meses pela acusação de ter mandado matar dois aliados políticos.

Adelino vai se reunir com seus advogados para tentar retornar à prefeitura. Na segunda-feira, uma ação foi apresentada no TJ com a finalidade de anular a sessão da Câmara de Vereadores do dia 6 deste mês que cassou seu mandato. O padre é acusado de autorizar, sem licitação, a compra de material e sonegação fiscal.

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Autor da decisão que concedeu o habeas-corpus a Adelino, o desembargador Campos Marques justificou que houve excesso de prazo na instrução do inquérito que apura os homicídios, além de não concordar com a tese de que existe "clamor público" para manter o acusado na cadeia.

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"Nenhuma apreciação de processo pode ser conduzida por qualquer tipo de clamor público. O Judiciário é independente", afirmou o advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende Adelino. O advogado disse que a libertação demonstrou que existem apenas "provas tênues e contraditórias" que sustentaram a prisão de seu cliente.

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"A acusação que pesa contra ele é sem fundamento", afirmou Dalledone Júnior. Adelino foi denunciado como o autor intelectual das mortes do vice-prefeito de Mariluz, Ayres Domingues (PPS), e do presidente municipal do partido, Carlos Alberto de Carvalho, o Carlinhos Gordo, assassinados no dia 28 de fevereiro deste ano. Ainda estão presos os ex-secretários municipais Élcio de Farias e Alexsandro do Nascimento, e o ex-sargento da PM José Lucas Gomes, que atirou nas vítimas.


Gomes, que foi preso cinco dias depois dos crimes, confessou que foi contratado pelo padre, mas mudou o depoimento, alegando ter sido torturado para incriminar Adelino. O ex-PM passou a acusar Farias, cuja permanência na Prefeitura era questionada por Carlinhos Gordo, que também o investigava por fraudes com aposentadorias em um sindicato de agricultores de Rancho Alegre. Farias acusa o padre. Ele diz que foi procurado por Adelino para entregar um veículo ao ex-PM como parte do pagamento pela morte de Carlinhos Gordo.

Os advogados de Adelino também aguardam decisão do TJ sobre a anulação do depoimento do lavrador Cícero Pedroso, testemunha de acusação contra o padre. Pedroso foi flagrado numa gravação, revelada pela Folha no dia 5 deste mês, afirmando que "inventou" ter visto Adelino e Gomes conversando alguns dias antes dos crimes.


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