A incorporação das geradoras do Paraná no pool de energia do novo modelo para o setor elétrico não foi acordado na reunião desta tarde, entre o governador do Paraná, Roberto Requião, e a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.
Segundo Requião, o modelo proposto pela ministra atende a necessidade brasileira, mas prejudica o Paraná, que investiu durante décadas em geração de energia.
"Seria uma desapropriação indireta do patrimônio dos paranenses. Estamos tentando evitar isso", declarou o governador.
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Requião afirmou que o Paraná quer a autosustentação e o autosuprimento de suas usinas. Segundo ele, o Estado possui usinas pagas e amortizadas, que produizem energia a US$ 5 a cada megawatts hora e por isso o Paraná não vai ceder essa energia a US$ 5 para o pool nacional, para depois ter de comprar por US$ 30.
"Fomos superavitários, produzimos 4,5 mil megawatts e gastamos 2,4 mil. Hoje com novas pequenas usinas produzimos 5 mil megawatts", disse o governador.
Roberto Requião declarou que o Paraná pode oferecer o excedente de energia para o pool nacional, mas quer ficar com autosuprimento nos preços, que foram conseguidos com investimentos sólidos.