Pesquisar

Canais

Serviços

Continua depois da publicidade
"ninguém está acima da lei"

Para Alckmin, Lula não pode usar de subterfúgios para fugir da Justiça

Agência Brasil
05 mar 2016 às 11:51
Continua depois da publicidade

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse na última sexta-feira (4), em Brasília, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode usar de "subterfúgios" para fugir da Justiça. Ao comentar a deflagração de nova etapa da Operação Lava Jato, que cumpriu mandado de condução coercitiva para Lula prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo, Alckmin disse que "ninguém está acima da lei".

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE

"O presidente Lula se vangloriava de que, pela primeira vez na história do Brasil, a polícia tem independência para poder investigar. Então não pode agora usar de subterfúgios para fugir da Justiça. Isso é inadmissível", disse. Alckmin conversou com jornalistas no Palácio do Planalto, após participar de reunião, junto com outros governadores, com a presidenta Dilma Rousseff. Ele defendeu a celeridade de processos como a votação do processo de impeachment e a análise das contas de Dilma no Tribunal Superior Eleitoral.


Segundo o governador de São Paulo, acelerar essas decisões é necessário para que o país saia do que chamou de "impasse" e "espiral de grande recessão". "O país dará um grande demonstração de maturidade e de fortalecimento das instituições se investigar, punir, cumprir a constituição e tudo funcionando. Não pode parar o país e agravar ainda mais o quadro econômico", afirmou.


Ao ser indagado a quais subterfúgios se referia, o governador paulista afirmou: "Você querer dividir o país, a nação, não é adequado. Todo cidadão acusado tem que prestar contas, se defender e tem que ter o direito de defesa. Mas não pode usar de subterfúgio para querer dificultar a ação investigatória ou judicial", disse Alckmim.


Por meio de sua conta pessoal no Twitter, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que o governo federal considera a condução coercitiva do ex-presidente como um ato "desproporcional e abusivo". 'Em um país democrático, as instituições de controle devem atuar com total liberdade para investigar irregularidades. O combate à corrupção, no entanto, não pode ser feito a qualquer custo. Ao mesmo tempo em que garante a autonomia dos órgãos de fiscalização, a Constituição também impõe o respeito aos direitos dos investigados", escreveu Wagner.

Continua depois da publicidade

Já o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse ter recebido a notícia com "indignação", e garantiu que Lula "jamais se negou" a prestar esclarecimentos. "Defensor que sou do estado democrático de direito, repudio o exagero cometido neste ato e reafirmo meu total apoio e confiança no ex-presidente Lula, de quem acompanho a vida pública e sou companheiro há mais de 40 anos. Lula teve toda uma vida pública comprometida com os direitos e garantias individuais, foi um dos melhores presidentes de nossa história e merece respeito", declarou.


Compartilhar nas redes:

Continue lendo

Últimas notícias

Publicidade