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Projeto que restringe cigarro no PR causa polêmica

Rosiane Correia de Freitas/Equipe Folha
10 jun 2009 às 13:54
- Reprodução
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O projeto de lei do governo do Estado que quer coibir o fumo em estabelecimentos em que há circulação de pessoas e atividades laborais já é alvo de críticas de donos de bares e casas noturnas do Paraná. Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, a proposta é "radical". "É uma discriminação com cidadãos que pagam impostos", declarou.

O projeto deve sofrer modificações na Assembleia Legislativa. Os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa decidiram ontem fazer um substitutivo geral da proposta, com base nos textos de outros projetos semelhantes, que já haviam sido protocolados por parlamentares. Antes do Executivo, pelo menos quatro deputados já tinham apresentado propostas do tipo: Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), Reinhold Stephanes Jr. (PMDB), Antonio Belinati (PP) e Ney Leprevost (PP).

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A Abrabar declarou apoio a iniciativa de Stephanes Jr. "É uma proposta menos radical e que vinha sido discutida com o empresariado", disse. Aguayo também criticou a "falta de pesquisa do governo". "Já existem projetos tratando do assunto na Assembleia. Por que não continuar discutindo essas propostas?", questiona.

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Para o médico João Alberto Lopes Rodrigues, coordenador do programa de controle de tabagismo da Secretaria de Saúde de Curitiba, a iniciativa de restringir os locais em que é possível fumar tem eficácia comprovada. "Todas as pesquisas que realizamos mostram que a porcentagem de fumantes que consegue parar depois da restrição sobe para 10%. Na população em geral, o índice de pessoas que conseguem parar de fumar é de 3%", aponta.

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Segundo Rodrigues, a legislação atual já proíbe o fumo em ambientes coletivos. "Desde 1996 já havia essa restrição. Foi essa legislação que deu margem para o surgimento dos famigerados fumódromos. O problema é que esse tipo de local destinado a fumantes teria que ser isolado dos outros ambientes, o que não acontece em nenhum bar ou estabelecimento do gênero", explica. "O fumo passivo é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a terceira principal causa isolada e evitável de mortos no mundo", completa.


"A proibição do fumo em locais fechado é uma medida de saúde pública", informa a chefe da Divisão de Risco Cardiovascular da Secretaria de Estado da Saúde, Eludia Rosalinski. Isso porque a fumaça do cigarro em locais fechados é mais tóxica. "A proibição faz com que esse tipo de informação circule e faça com que o fumante passe a repensar esse hábito", explica.

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O presidente da Abrabar discorda. "Hoje há tecnologias de exaustão que garantem uma exposição menor das pessoas a fumaça do cigarro", defende Aguayo. (colaborou Catarina Scortecci)


Fumantes aprovam proibição

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Tadeu fuma há 25 anos. Já parou por três anos, mas o vício falou mais alto e hoje ele tem que sair do apartamento onde mora com a família sempre que quer dar uma tragada. Sonia também fuma há mais de duas décadas e até ficou seis anos sem acender um cigarro. Hoje está tentando parar. Em comum, o contato publicitário Tadeu Nascimento, 52 anos, e a professora Sonia de Marchi, 52, não têm só o vício do tabagismo: apesar de fumantes, eles são a favor da proibição do cigarro em ambientes coletivos públicos e privados, prevista no projeto de lei enviado, anteontem, pelo governador Roberto Requião (PMDB) à Assembleia Legislativa.


''Fumante, hoje, está perdendo espaço'', diz Nascimento. Ele confessa sentir-se inibido a fumar sempre que encontra um cartaz proibindo o uso de cigarro. ''Temos que saber respeitar o direito dos outros.'' Nascimento fuma de oito a dez cigarros por dia e conta que a vontade aumenta quando sai para pescar ou quando toma um cervejinha com os amigos. ''Em casa eu não fumo senão apanho da mulher e dos filhos, mas sei que preciso parar.''

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Para Sonia, a nova lei pode fazer com que os fumantes tomem consciência de que o cigarro mata e prejudica outras pessoas. ''Eu, por exemplo, não fumo em ambientes fechados nem dentro de casa'', assinala a professora, que associa o cigarro à cerveja e ao cafezinho. ''Mas me sinto mal em fumar onde é proibido, fico inibida.''


Rafael Armelin, dono de uma danceteria, não fuma e não gosta de cigarro, mas acredita que deve ser destinado um espaço nos bares e restaurantes para os fumantes. ''Não acho que a lei irá diminuir o movimento. Quem gosta de sair, vai procurar outros lugares onde poderá fumar de alguma forma'', opina. Segundo ele, os clientes da danceteria não costumam reclamar da fumaça do cigarro.

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Marcelo Camargo, dono de um restaurante no Centro, acha que a lei estadual não trará nenhuma novidade em relação à legislação municipal, que já proíbe o cigarro em ambientes fechados. Para ele, que foi pioneiro na divisão de espaços para fumantes e não fumantes, a população já está mais consciente. ''Acho que essas leis muito radicais são desnecessárias. A cultura do brasileiro já está mudando e uma transição gradual facilitaria a adaptação de todos'', avalia Camargo, para quem o movimento dos restaurantes não deve ser comprometido. (Fumantes aprovam proibição



Tadeu fuma há 25 anos. Já parou por três anos, mas o vício falou mais alto e hoje ele tem que sair do apartamento onde mora com a família sempre que quer dar uma tragada. Sonia também fuma há mais de duas décadas e até ficou seis anos sem acender um cigarro. Hoje está tentando parar. Em comum, o contato publicitário Tadeu Nascimento, 52 anos, e a professora Sonia de Marchi, 52, não têm só o vício do tabagismo: apesar de fumantes, eles são a favor da proibição do cigarro em ambientes coletivos públicos e privados, prevista no projeto de lei enviado, anteontem, pelo governador Roberto Requião (PMDB) à Assembleia Legislativa.

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''Fumante, hoje, está perdendo espaço'', diz Nascimento. Ele confessa sentir-se inibido a fumar sempre que encontra um cartaz proibindo o uso de cigarro. ''Temos que saber respeitar o direito dos outros.'' Nascimento fuma de oito a dez cigarros por dia e conta que a vontade aumenta quando sai para pescar ou quando toma um cervejinha com os amigos. ''Em casa eu não fumo senão apanho da mulher e dos filhos, mas sei que preciso parar.''


Para Sonia, a nova lei pode fazer com que os fumantes tomem consciência de que o cigarro mata e prejudica outras pessoas. ''Eu, por exemplo, não fumo em ambientes fechados nem dentro de casa'', assinala a professora, que associa o cigarro à cerveja e ao cafezinho. ''Mas me sinto mal em fumar onde é proibido, fico inibida.''


Rafael Armelin, dono de uma danceteria, não fuma e não gosta de cigarro, mas acredita que deve ser destinado um espaço nos bares e restaurantes para os fumantes. ''Não acho que a lei irá diminuir o movimento. Quem gosta de sair, vai procurar outros lugares onde poderá fumar de alguma forma'', opina. Segundo ele, os clientes da danceteria não costumam reclamar da fumaça do cigarro.


Marcelo Camargo, dono de um restaurante no Centro, acha que a lei estadual não trará nenhuma novidade em relação à legislação municipal, que já proíbe o cigarro em ambientes fechados. Para ele, que foi pioneiro na divisão de espaços para fumantes e não fumantes, a população já está mais consciente. ''Acho que essas leis muito radicais são desnecessárias. A cultura do brasileiro já está mudando e uma transição gradual facilitaria a adaptação de todos'', avalia Camargo, para quem o movimento dos restaurantes não deve ser comprometido. (Mariana Guerin)


Saiba mais:

Fumar em locais fechados pode ser proibido no Paraná


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