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Nesta competição de motociclismo, as Panteras precisam alcançar Emmers, o vilão vivido por Rodrigo Santoro - Divulgação
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'As Panteras Detonando' diverte sem trazer novidades

Rodrigo Juste Duarte
10 jul 2003 às 16:54
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Baseado no num seriado de TV de muito sucesso nos anos 70 e 80 que até ganhou uma versão em desenho animado, As Panteras são três lindíssimas e espertas agentes secretas comandadas por Charlie, um chefe de operações que nunca foi visto por elas, que recebem seus chamados através de um alto falante instalado no QG do trio - sua voz no filme é feita por John Forsythe, o mesmo dublador de Charlie da série de TV.

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Quem já assistiu ao longa-metragem 'As Panteras', que estreou nos cinemas há tres anos, pode esperar para ver na seqüência 'As Panteras Detonando' as mesmas fórmulas usadas no filme original pelo explosivo trio formado por Natalie (Cameron Diaz), Dylan (Drew Barrymore) e Alex (Lucy Liu).


Neste filme, a nova missão secreta das Panteras é recuperar duas alianças de prata desaparecidas. Mas não se tratam de alianças comuns: as jóias desaparecidas contêm valiosas informações codificadas, capazes de revelar as novas identidades de todos os indivíduos inscritos no Programa Federal de Proteção à Testemunha dos EUA.


Quando testemunhas começam a aparecer mortas, somente as Panteras, usando sua experiência como mestres do disfarce, da espionagem e das artes marciais, podem deter o criminoso, uma misteriosa Pantera ‘decaída’ (Demi Moore). Sob a orientação de seu fiel colega Jimmy Bosley (Bernie Mac), a aventura das Panteras começa num observatório da remota Mongólia e só termina depois que Dylan é obrigada a enfrentar um segredo terrível do seu passado – um segredo que põe em perigo a vida de suas duas melhores amigas.


'As Panteras Detonando' é pura diversão. Não é um filme para ser levado a sério, mas isso nem precisava estar escrito aqui, pois é algo que se nota facilmente durante a exibição. É só dar uma sacada na enorme quantidade de exageros que as cenas trazem. Alguns exemplos: as Panteras dão saltos para trás que devem alcançar três metros de altura; também dão saltos mortais calçando sapatos de salto alto e caem em pé de forma perfeita; planam no ar até alcançar a base de um helicóptero sem sequer passar perto das hélices em movimento; um vilão 'possesso' atravessa o fogo sem se queimar; elas se disfarçam perfeitamente em fração de segundos; um carro dirigido pelas personagens de Cameron Diaz e Demi Moore capota inúmeras vezes, cai num fosso e depois elas ainda estão 'inteiras' para travar uma luta. E isso é só uma amostra.

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Há inúmeras cenas ao estilos Matrix, que seguem o esquema: 1) os personagens pulam, 2) a imagem congela 3) a câmera dá um giro panorâmico para mostrar a cena de outro ângulo, 4) a ação continua em pleno ar. Uma destas cenas envolve o ator brasileiro Rodrigo Santoro, que no filme faz o papel de um vilão, mas não diz uma palavra - sua única fala foi cortada na edição final. Ele aparece em três cenas, sendo que em duas (e meia) delas, o ator está sem camisa, exibindo o físico.

Como Santoro sempre está seminu e "de cara amarrada" neste filme, os gringos podem até taxá-lo como "latino canastrão", o que seria uma injustiça. Esta imagem no Brasil já foi derrubada graças às suas excelentes atuações em 'O Bicho de Sete Cabeças', 'Carandiru' e 'Abril Despedaçado'. Em todo caso, se a carreira de Santoro deslanchar no cinema internacional a partir de 'As Panteras Detonando', já vai ser lucro.


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