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Bons efeitos e muitos pontapés

Cris Fiedler
23 ago 2000 às 17:22
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A história é a seguinte: Wolverine e Vampira entram para a organização de heróis mutantes chamada X- Men, liderada pelo Dr. Charles Xavier. Na pele dele está o ator britânico Patrick Stewart (quem não se lembra do capitão da nova geração de Star Trek?), que precisa deter Magneto, o vilão que pretende transformar toda a humanidade em mutantes.
O comportamento individualista de Wolverine, interpretado por Hugh Jackman, é a atração principal. O rapaz faz o que quer, é corajoso, mas também é um manteiga derretida - enfim, tem todas as virtudes que um herói deveria ter. Com exceção da aparência, é claro! O ator caiu como uma luva para o papel. A voz grossa e imponente e a cara de mau combinam muito bem com o herói troglodita em questão.
O romance, que não poderia faltar, se dá nos desencontros amorosos, ainda em fase embrionária, encabeçados por Wolverine. É a velha história: Vampira gosta de Wolverine, que gosta de Jean Grey, que gosta de Ciclope, que gosta de Jean Grey. Para dar um fim a essa confusão, pelo que tudo indica, vem por aí X-Men 2. Saiba o porquê assitindo ao filme até o final.
Um aviso para o espectador que ficou traumatizado com as versões de Batman no cinema: apesar da piração total da história, X- Men não decepciona tanto. O roteirista David Hayter não tenta colocar piadinhas sem graça na boca dos personagens e nem força na caracterização. É bem verdade que, por se tratar da primeira versão, os personagens perderam um pouco o tom dramático. Eles se sentem excluídos do resto do mundo, o que fica claro, mas não são transtornados por causa disso. Preferem descontar a raiva na porrada.
Na versão dos quadrinhos, a intenção era discutir o preconceito contra as minorias. Na história do filme, lá pela metade, a discussão desaparece. O senador Robert Kelly, que fazia campanha pela exclusão dos mutantes da face da Terra, literalmente vira água. A luta fica por conta dos X- Men, favoráveis à convivência pacífica de mutantes e humanos, e de Magneto, personagem de Ian McKellen, de "Deuses e Monstros", que pretende transformar as pessoas em mutantes. Para fugir daquilo que o público costuma chamar de blábláblá melodramático, o diretor decidiu valorizar os efeitos especiais e as cenas de luta. Chutes, gritos, correria e pontapés não poderiam faltar. Tudo para contentar os fãs, que já conheciam esta história há muito tempo.
Para agradar os olhos do público estão no ranking dos mais belos James Marsden, no papel de Ciclope, e Famke Janssen, que faz Jean Grey, para alegria dos garotões. Para aqueles que gostam de mulheres com escamas, a vilã Mística pode ser uma boa pedida. Aliás, a maquiagem dela é de fazer muita inveja à nossa mulata Globeleza!
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