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''Lady Chatterley'' põe cores vivas na densidade francesa

Catarina Scortecci - Folha de Londrina
29 nov 2007 às 11:06
Atriz Marina Hands está no centro de ‘‘Lady Chatterley’’, filme baseado em romance do início do século 20 - Divulgação
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Apesar da variedade de produções que chegam hoje em dia ao cinema, um estilo específico de filme sempre está mais em evidência do que o restante. Às vezes são as comédias românticas, as animações pós-modernas, as adaptações dos quadrinhos, o terror adolescente.

Mas há um estilo em especial que parece sempre fora de moda, é aquele drama francês denso e de época. Volta e meia passa algum filme do tipo na TV a cabo, naquele canal voltado às produções européias, mas nos últimos anos o estilo figurou pouco entre as estréias nas telonas.

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''Lady Chatterley'' (168 min.), em cartaz nos cinemas de Curitiba, chega para o espectador saudoso do estilo nas telonas, e que não se assusta com uma câmera singela, que pára para mostrar até os detalhes de uma flor exótica em meio a um enredo sobre a aflição da ''não-vida''.

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A data é 1921 e o centro de tudo é Constance Chatterley (a atriz Marina Hands, num papel secundário em ''As Invasões Bárbaras''). Ela é personagem do romance ''O Amante de Lady Chatterley'' (do escritor inglês D. H. Lawrence), que deu base ao filme. Constance mora numa propriedade rural, rodeada por uma natureza imensa, com seu marido, Clifford Chatterley (o ator Hippolyte Girardot).

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Lá, ela ajuda os empregados com os trabalhos domésticos e cuida do marido, que vive numa cadeira de rodas (consequência da Primeira Grande Guerra) e se dedica a negócios na mineração. A rotina segue para Constance numa intranquilidade velada, boa parte em decorrência das limitações impostas a uma mulher na época, até conhecer Parkin (o ator Jean-Louis Coullo'ch, curiosamente parecido com Marlon Brando, falecido em 2004), o guarda-caça da propriedade rural.


Toda a relação do casal, afetiva e sexual, foi habilidosamente construída com uma solidez só presente em filmes sem pressa para acabar. São quase três horas e sempre há uma permanente preocupação com cada elemento colocado em cena, detalhes silenciosos.

Mas, apesar da densidade típica do drama francês de época, o que poderia afastar o espectador mais habituado à velocidade das produções ''comerciais'', a adaptação do romance não é cansativa. As ''descobertas'' de Constance, e sua transformação ao longo do filme, trazem vida e colorido para aquela roupagem fora de moda, mas que felizmente ainda está por aí.


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