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'Mestre dos Mares' reconstitui época com maestria

Redação Bonde
29 jan 2004 às 09:46
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O local: o barco HMS Surprise, com 28 ganhões e 197 tripulantes, navegando pela costa do Brasil, em abril de 1805. Dentro desta embarcação se passa o filme "Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo", um dos favoritos ao Oscar, com 10 indicações (perdendo apenas para 'O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei', que tem 11).

Dirigido pelo experiente e super competente Peter Weir (de 'Sociedade dos Poetas Mortos' e 'O Show de Truman'), 'Mestre dos Mares' traz em seu elenco o também competente Russel Crowe (astro de 'Gladiador' e 'Uma Mente Brilhante'), que interpreta o capitão Jack "Sortudo" Aubrey, um renomado comandante de guerra da armada britânica.

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Passado durante as guerras napoleônicas, mostra o navio HMS Surprise, do Capitão Jack, sendo atacado de surpresa por um inimigo mais poderoso em franca vantagem, a fragata francesa Acheron. Com o Surprise seriamente avariado e grande parte de sua tripulação ferida, Aubrey fica dividido entre o dever e a amizade, enquanto se lança numa perseguição altamente arriscada por dois oceanos, a fim de interceptar e capturar seu inimigo. Trata-se de uma missão que pode consolidar sua reputação - ou arruinar o sortudo capitão "Lucky Jack" e dizimar sua tripulação.

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No curso da jornada épica dos personagens, o filme singra por meio mundo - começa no Oceano Atlântico, na costa do Brasil, passando pelas águas tormentosas do Cabo Horn, através de gelo e neve, até o lado mais distante do mundo e as praias remotas das Ilhas Galápagos, no Pacífico (trata-se do primeiro filme em toda a história a ser rodado naquelas paragens).


O roteiro pode ser raso, mas 'Mestre dos Mares' marca muitos pontos pelo trabalho de elenco, uma direção firme e uma formidável reconstituição de época. Mas o que chama a atenção mesmo é o preciso trabalho que reproduz a navegação. A câmera balança conforme o ritmo das ondas. Durante todo o filme são ouvidos sons de cordas rangendo e objetos batendo no convés (Oscar de edição de efeitos sonoros desde já merecidíssimo). Nas cenas de tempestade não economizam ao reproduzir a fúria da natureza nos oceanos - dá até a impressão de que estamos molhados de água do mar em nossas cadeiras. Em resumo: o filme é um autêntico simulador de navegação.

Vale destacar também as cenas de confronto entre barcos trocando tiros de canhão. Nunca no cinema mostrou-se com tanto realismo os estragos provocados no interior de um barco durante uma batalha naval. Nesta hora devemos lembrar com carinho de "Forest Gump - O Contador de Histórias" por ter iniciado no cinema uma tendência de utilizar efeitos especiais para criar cenas que não são meramente ficcionais.


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