O recente ataque hacker à Rede Playstation Network (PSN) da Sony, num ação que corresponde ao maior roubo de informações registrado até hoje, trás novamente à tona a discussão sobre a confiabilidade da rede, pondo mais uma vez em cheque a segurança da estrutura virtual e retoma o debate, num momento onde falamos em "cloud-computing" (computação em nuvem) e em aplicar mais esforços no sentido de utilizar a estrutura da grande rede como provedora de serviços, mantenedora de dados e geradora de informações.
A evolução da tecnologia de comunicação, que teve seu grande "boom" com a popularização da internet, trouxe um conjunto totalmente novo de idéias e aplicações corporativas, que num primeiro momento tinham grande dificuldade em adequar os elevados custos de propriedade das estruturas administrativas e hoje têm, como opção serviços cada vez mais avançados e eficientes de "hosting", onde o custo de infra-estrutura deixa de ser um problema, afinal, agora ela não é mais necessária. Ao menos tecnologicamente falando...
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Os principais pontos de preocupação por parte da administração, estão justamente ligadas à inerente necessidade da empresa quanto à perfeita execução dos processos administrativos, a saber:
- Ininterrupta disponibilidade da linha de comunicação;
- Uma criteriosa análise do custo-benefício;
- Claro dimensionamento das necessidades presentes e futuras;
- Garantia de segurança das informações alocadas na nuvem.
Todos os esforços dos últimos anos para coletar e armazenar dados, somados ao avanço tecnológico que possibilita gerar e manipular um número crescente de informações (no estudo do genoma, por exemplo, são gerados Terabytes diários de informação), trazendo um desafio de mesma proporção, pois, como não sabemos bem o que deve ou não ser guardado, temos uma tendência a guardar tudo, o que exige estruturas cada vez mais complexas e onerosas. A utilização da computação em nuvem parece uma alternativa cada vez mais adequada, então esbarramos no questionamento sobre a confiabilidade do sistema.
Claro que no aspecto técnico e administrativo, o entendimento sobre falhas de segurança e compreendido de maneira muito diferente do público geral e até o valor dessas informações é muito diferente. Calcular o valor de um banco de dados é uma tarefa extremamente complexa, pois avaliar as gigantescas bases de dados em todas as suas possibilidades estatísticas e informativas é no mínimo, um desafio.
Muitas vezes, essa diferença de entendimento gera a paranóia das pessoas em relação à internet, que na realidade não é 100% segura, assim como nenhum outro sistema de segurança, onde é exigido que tenhamos um comportamento adequado para minimizar possíveis falhas que o sistema por ventura demonstre. É uma luta constante entre criar dispositivos seguros e alguém tentar atravessar essas barreiras.
Mais interessante ainda é que, ao mesmo tempo que a maioria das pessoas considera a internet insegura para comprar um livro por exemplo, normalmente possuem perfis detalhados de suas vidas pessoais em redes de relacionamento ou perfis em páginas de encontro. Garanto, realizar uma compra é seguro. Detalhar a vida no facebook, provavelmente não. Até os famosos adesivos "família feliz" são utilizados como ferramentas para ações ilegais.
A segurança realmente é um grande desafio, mas não pode ser considerada um impeditivo à utilização da tecnologia disponível, apenas como um dos muitos obstáculos normais de execução do sistema.