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O Mercury Rev fecha a segunda noite do CRF - Divulgação
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Circuito alternativo?

12 ago 2005 às 11:00
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Os ingressos já estão à venda pela internet desde a semana passada e a organização do Curitiba Rock Festival, que será realizado na Pedreira Paulo Leminski nos dias 24 e 25 de setembro, ainda não fechou a programação do evento. Enquanto este texto recebia os últimos retoques, no início da manhã desta sexta-feira (dia 12), ainda corriam boatos de que mais atrações seriam confirmadas. Ao contrário do que havia sido anunciado, a banda norte-americana Fantômas, liderada por Mike Patton, ex-Faith No More e ex-Mr. Bungle, não deverá se apresentar na capital paranaense. O grupo deu o cano devido a compromissos de turnê do baterista Dave Lombardo com sua banda principal, o Slayer.

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Os adoradores de rock perturbado e esquizofrênico lamentam, mas o CRF (que substitui o Curitiba Pop Festival, que em 2004 teve os Pixies como maior atração) de 2005 está longe de ser chocho. O Weezer, principal chamariz do evento, faz seu primeiro show no Brasil num momento-chave: a indiezada ainda se recusa a acreditar que a banda de Rivers Cuomo está em irrefreável decadência (mais detalhes no pavoroso "Make Believe", quiçá o pior disco do ano). Neste momento, ver o nerd mais querido do rock e seus comparsas em ação é a última chance de vê-los ainda imbuídos de alguma relevância – daqui a um ano e meio, quem falar que é fã de Weezer vai ser alvo de implacável chacota.

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As outras duas atrações gringas também estão longe do auge criativo e de popularidade, mas merecem respeito: na falta de um Flaming Lips, um Mercury Rev desce que é uma beleza. Os Raveonettes, mais rock dos anos 50 e começo dos 60 do que a imitação de Jesus & Mary Chain do primeiro EP, "Whip It On" (2002), será um baita aquecimento de luxo para o Rev.


O elenco de bandas nacionais (veja os nomes já confirmados no site www.curitibarockfestival.com) foi bem escalado e mantém a saudável prática dos organizadores do CRF de nunca repetir nomes. Acabou La Tequila e Patife Band devem ser os destaques. Única queixa: será que a organização do festival acredita que, dos 399 municípios paranaenses, só Curitiba tem banda de rock?


O bairrismo que impera na escalação dos grupos não é sentido na comercialização dos ingressos: se a organização do evento se propõe a colocar um "Curitiba" no nome do festival, era de se esperar que fosse dado algum privilégio mínimo à platéia da capital paranaense. Mas os ingressos estão sendo vendidos a princípio exclusivamente pela internet (sem opção de meia-entrada para estudantes), disponíveis para qualquer indivíduo em qualquer parte do mundo, e os pontos de venda em Curitiba só serão abertos no início de setembro. Pior: com entradas a preços bem mais salgados.

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É óbvio, o CRF agora é um evento com financiamento privado (a promoção não é mais da Fundação Cultural de Curitiba) e sua organização não pode ficar presa a mesquinharias como reserva de vagas para o público local. E o fato das três bandas estrangeiras já confirmadas se apresentarem apenas em Curitiba, e em nenhuma outra cidade brasileira, é realmente um feito. Mas, considerando-se que a venda de ingressos não demonstra carinho especial com os paranaenses, talvez fosse de bom tom ser mais prudente naquele papo de vontade de criar um circuito de shows que dê preferência a platéias que não fazem parte do eixo Rio-São Paulo.


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