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Dados positivos

Mortalidade materna caiu 63% no Brasil, diz estudo

BBC Brasil
15 abr 2010 às 10:47

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A melhora da saúde materna é uma das Metas do Milênio - Reprodução
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A taxa de mortalidade materna no Brasil caiu em média 63% entre 1980 e 2008, segundo estudo publicado na segunda-feira pela revista médica The Lancet.

Em 1980, o país apresentava uma taxa média de 149 mortes de mães para cada 100 mil bebês nascidos vivos. Há dois anos, este número havia caído para 55 em cada 100 mil.

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Esses índices seguem a tendência de queda global observada no estudo da Universidade de Washington em Seattle, nos Estados Unidos, que analisou dados de 181 países.

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Para os autores do documento, entender os motivos para a queda é uma tarefa "complexa".

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"Uma prova disso é a comparação entre o México e o Brasil. Ambos são grandes federações que melhoraram muito a mortalidade de adultos por causa de mudanças sociais, econômicas e de seus sistemas de saúde", diz o artigo. "Mas o Brasil teve uma queda maior que a mexicana (3,9% por ano em comparação a 1,9% por ano no México)."


Em um manual especializado publicado em 2007, o Ministério da Saúde brasileiro diz que a queda da taxa de mortalidade materna no país pode estar associada a uma melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e do parto, assim como de planejamento familiar.

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Segundo o Ministério, as principais causas deste tipo de óbito no Brasil são as doenças hipertensivas e as síndromes hemorrágicas.


Mundo

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O estudo revela que em 2008 houve 342,9 mil mortes, em comparação com 526,3 mil há 30 anos - uma queda de aproximadamente 35%.


Entretanto, mais da metade desses falecimentos se concentram em apenas seis países: Índia, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Etiópia e República Democrática do Congo).

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O Afeganistão foi o que apresentou a taxa de mortalidade materna mais alta: 1.575 para cada 100 mil bebês nascidos vivos.


Já a China teve uma queda de 76% em sua taxa de mortalidade no período estudado - uma das melhores performances do mundo.

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Poucos países, no entanto, apresentaram um aumento de óbitos. O caso mais surpreendente foi o dos Estados Unidos, onde o número de mortes subiu de 12 para 17 em cada 100 mil.


O vírus HIV, causador da Aids, continua sendo um grave problema. Sem ele, os cientistas estimam que o número de falecimentos maternos em 2008 teria sido aproximadamente 18% menor.

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Otimismo


A melhora da saúde materna é uma das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela ONU em 2000 e que têm como objetivo apresentar melhoras em várias áreas sociais e de saúde até 2015.


Diante disso, para Richard Horton, editor da The Lancet, o resultado geral é positivo.


"Os números nos dão um motivo robusto para sermos otimistas", afirmou. "Mas esses números agora deveriam funcionar como catalisadores, e não um freio, para uma ação acelerada para se atingir a Meta do Milênio."


"Isso inclui um aumento do comprometimento com recursos. O investimento salva a vida das mulheres durante a gestação."


A mortalidade materna é definida pela morte de mulheres na gravidez, no parto ou nos primeiros 42 dias após o nascimento.

Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, o falecimento poderia ser evitado em 92% dos casos.


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