Após a gravidez, fiquei com muitas estrias na barriga, devo investir numa cirurgia plástica ou num tratamento dermatológico? Esta dúvida assombra 10 entre 10 mulheres que têm estrias durante a gravidez. Por isso levamos esta pergunta para dois especialistas, um cirurgião plástico e um dermatologista, para descobrir que tipos de tratamento a medicina moderna oferece para as temidas e indesejáveis estrias. Confira!
Cirurgia plástica
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As estrias surgem pela ruptura das fibras elásticas da pele. Basta a pele esticar um pouquinho mais - seja devido ao crescimento ou ao aumento de peso da gravidez - que as estrias aparecem. "Quando o estiramento da pele é muito grande, há uma ruptura nas fibras de colágeno e elastina, localizadas na derme - camada intermediária da pele. O sangue extravasa, inundando as fibras, provocando um micro hematoma que se reflete imediatamente na tez, em forma de vergão avermelhado ou arroxeado", explica o cirurgião plástico Ruben Penteado do Centro de Medicina Integrada.
"Após a gravidez, a cirurgia plástica pode resolver em parte este problema. Se houver excesso de pele e estrias na região abdominal inferior, elas poderão ser eliminadas com a abdominoplastia. Se não houver excesso de pele, a abdominoplastia não é indicada e os tratamentos para estrias como lasers, peelings e ácidos são os mais apropriados. As estrias da parte superior do abdômen não podem ser retiradas com a cirurgia", diz o médico.
A finalidade da abdominoplastia é melhorar o aspecto do abdômen e devolver ao paciente seu contorno corporal, alterado por distensões causadas pela obesidade ou pela gravidez. "O resultado é obtido por meio da remoção do excesso de pele e de tecido gorduroso da parte inferior do abdômen. Além de dar tonicidade à pele esticada, esse tipo de cirurgia reforça os músculos da região e provoca um achatamento do abdômen inferior", explica Penteado, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Segundo o cirurgião plástico, é essencial saber exatamente como o procedimento é realizado, quais as limitações do tratamento e ter consciência de que, apesar da melhora estética do abdome, a paciente ganhará uma cicatriz, um corte que pode ser bem maior do que o de uma cesárea. A marca deixada pela cirurgia depende da quantidade de pele a ser retirada. "Normalmente realiza-se uma incisão horizontal logo acima dos pêlos pubianos, podendo se estender até o osso da cintura pélvica - parte inferior da cintura que se une às pernas. Mas ela pode ficar quase imperceptível se forem observados todos os cuidados orientados pelos médicos para o pós-operatório", diz Ruben Penteado.
O pós-operatório exige muita calma e colaboração do paciente. O período de recuperação é de aproximadamente um mês, mas nenhum resultado de cirurgia do abdômen deve ser considerado definitivo antes do período de 6-12 meses. "Nos primeiros dias após a cirurgia é importante limpar o local corretamente e andar com o tronco levemente inclinado para frente. Além de dar passos curtos, evitar subir escadas e usar uma cinta abdominal por no mínimo 60 dias", recomenda Ruben Penteado.
Tratamento dermatológico
"Quando o assunto são as estrias, o ideal é que a gestante invista na prevenção, pois uma vez lesadas, as fibras elásticas da pele não se regeneram e nunca mais serão as mesmas", defende a dermatologista Priscila Krook, que integra o corpo clínico do Centro de Medicina Integrada.
O segredo da prevenção está em hidratar bem o corpo por dentro e por fora, durante os nove meses. "Além de aumentar a ingestão de líquidos, a gestante deve consultar um dermatologista para saber qual o melhor hidratante para a pele. É possível manipular cremes com lactato de amônia, uréia, elastina, colágeno, alfa-hidroxiácidos e óleos vegetais, para que a pele agüente melhor as variações de crescimento e peso. Mas todos estes cremes necessitam de prescrição médica", diz a dermatologista.
Além disto, evitar o fumo e banhos quentes, ingerir alimentos ricos em vitamina C, praticar exercícios físicos moderados e controlar o peso também são essenciais para evitar que as estrias durante a gestação.
"Durante a gravidez os tratamentos mais eficientes para o combate às estrias - como o laser, a mesoterapia e cremes ou peelings à base de ácido retinóico - são contra-indicados", afirma a dermatologista. Após o nascimento do bebê, a mulher pode voltar ao consultório dermatológico e iniciar o tratamento para as estrias. "Costumamos associar várias modalidades de tratamento para conseguir o melhor resultado possível", diz Priscila Krook.
Serviço:
www.medintegrada.com.br