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Bilionário Elon Musk oferece US$ 43 bilhões pelo Twitter

14 abr 2022 às 09:47

Elon Musk, bilionário americano e atual homem mais rico do mundo, ofereceu aproximadamente US$ 43 bilhões para comprar 100% das ações do Twitter e fechar o capital da empresa.


Conforme documento protocolado na Comissão de Títulos e Câmbio (SEC, na sigla em inglês), a proposta é de US$ 54,20 por ação, o que representa um prêmio de cerca de 20% em relação ao valor de fechamento do papel no pregão da última quarta-feira (13), que era de US$ 45,85.


Tal oferta chega dias depois de o bilionário, que é dono de 9,2% do Twitter, ter desistido de ocupar uma vaga no conselho de administração da rede social. "Investi no Twitter porque acredito em seu potencial para ser a plataforma para a liberdade de expressão no mundo, e eu acredito que a liberdade de expressão é um imperativo social para uma democracia funcional", afirma, no documento enviado à SEC.


"No entanto, desde que fiz meu investimento eu percebi que a empresa não vai prosperar nem atender a esse imperativo social em seu formato atual. O Twitter precisa ser transformado em uma empresa fechada", apontou Musk, reforçando que não está aberto a negociação.


"Essa é minha melhor e última oferta e, se não for aceita, precisarei reconsiderar minha posição como acionista. O Twitter tem um potencial extraordinário. Eu vou destravá-lo", disse.


Nas últimas semanas, o bilionário tem feito diversas postagens sobre o futuro da rede social em seu perfil no Twitter, sugerindo, por exemplo, a inclusão de uma opção para editar tuítes ou cobrar mensalidade de usuários verificados.


E também questionou que muitas das contas mais seguidas na plataforma raramente publicam conteúdo. "O Twitter está morrendo?", postou no último dia 9 de abril.


A proposta por 100% das ações não é vinculante, e ele ainda se reserva o direito de "retirar a oferta ou modificar seus termos em qualquer momento".


Em comunicado, o Twitter afirmou que seu conselho de administração vai "avaliar a proposta com cuidado" para determinar se ela atende aos "melhores interesses da companhia e dos acionistas".

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