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Intérprete de celebridades

Claudio Yuge - Folha de Londrina
09 nov 2007 às 21:36
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Há muito tempo público e organizadores, assim como as bandas, sabem que turnês musicais sempre dão bom retorno, seja financeiro ou de publicidade. As empresas de comunicação, em especial, têm investido bastante para trazer grandes grupos para o Brasil, que, aos poucos, vai se adaptando para receber tantas celebridades. E uma profissão até pouco tempo direcionada para ramos ligados a relações internacionais vem oferecendo vagas para freelancers com características específicas: intérpretes de bandas.

Na Europa ou no Japão - onde a febre de turnês de grupos norte-americanos e europeus estourou nos anos 90 - não é difícil encontrar intérpretes especializados em ''cuidar'' das exigentes figuras do cenário pop mundial.

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Na Inglaterra, por exemplo, um intérprete freelance ganha entre 200 a 300 libras por dia, em jornada que varia de 5 a 9 horas. Quem estuda para a profissão, torna-se poliglota, faz curso de etiqueta e quem tem um currículo mais completo consegue trabalho fixo mensal a partir de 17 mil libras e, com o tempo, pode ganhar de 19 mil a 26 mil libras, em média. Os mais experientes chegam a receber entre 26 mil e 60 mil libras por mês. Os números são dos site britânico especializado em gerenciamento de carreiras, o www.prospect.ac.uk.

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Quem se dedica especialmente a bandas tem largado na frente na concorrência por conhecer mais sobre música e estabelecer empatia imediata com quem vem de fora, o que é importante em período curto de trabalho. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, os intérpretes de bandas ganham entre R$ 300 e R$ 600 por dia. Em Curitiba, durante a última passagem do Tim Festival por aqui, as cinco pessoas contratadas para a função receberam diária de R$ 150 cada.

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''Fui chamada porque a exigência para atender era ter afinidade com a banda e inglês fluente'', destaca Paula Shutze, de 30 anos. Fã da banda The Killers, Paula afirma que o fato de ficar perto dos ídolos ajudou a aceitar o trabalho, apesar do pagamento modesto. ''Trabalhar com as bandas preferidas é legal pra qualquer um. E pro meu currículo profissional também foi bom porque rendeu contato com outras coisas'', comenta.


No entanto, o lado tiete teve que ficar de lado durante o trabalho. ''Procurei ser o mais profissional possível, não tirei fotos durante o show, só uma no camarim, e não pedi autógrafo'', diz. ''Só me dei bem na hora do show, que assisti ao lado do palco. Ali não me contive, cantei, foi o meu momento'', diverte-se.

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Engana-se quem acha que o glamour dos astros é a única coisa que faz parte do dia de trabalho de um intérprete de bandas. ''A gente acaba trabalhando bastante na produção. Eu entrava às 8 horas e não tinha hora pra terminar. No primeiro dia, fui embora às 2h30 e no segundo, às 5 horas'', recorda.


Fora o horário elástico, as exigências da banda e dos integrantes da produção também precisam ser cumpridas à risca. ''É muita gente pedindo coisas. Só na produção do The Killers tinha 17 pessoas. Teve um dia que eles queriam um tipo de água que não encontramos. No outro, queriam 'sleeping pills' (comprimidos para dormir). No dia do show, tivemos que arranjar uma fantasia de 'Merlin' para o baterista na última hora'', exemplifica.


Como os eventos têm curta duração, no eixo Rio-São Paulo muitos desses ''intérpretes de ocasião'', como acabam sendo os intérpretes de bandas no Brasil, conseguem outros trabalhos por meio de contatos em festivais e alguns até mesmo são escolhidos por uma produtora para acompanhar uma turnê nacional. No entato, isso ainda acontece com pouca frequência.

Leia na Folha de Londrina:
>>Tim Festival pode ter edição curitibana em 2008


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