O Tribunal de Justiça do Paraná determinou novamente a retirada de circulação de todas as edições do livro "Canto dos Malditos", do curitibano Austregésilo Carrano Bueno. A obra originou o premiado filme Bicho de Sete Cabeças, estréia de Laís Bodanzky, com Rodrigo Santoro no papel princial.
A Justiça determinou que todas as edições que contenham menções injuriosas ao médico psiquiatra Alô Guimarães, falecido em 1985, devem ser retiradas de circulação num prazo de 60 dias. Caso contrário, Bueno será obrigado a arcar com uma multa diária no valor de R$ 5 mil, além dos R$ 20 mil de indenização que serão pagos aos filhos de Guimarães. A decisão foi publicada na última sexta-feira, mas ainda não é definitiva. Bueno e a editora do livro, a Rocco, ainda podem recorrer aos tribunais superiores.
Em novembro do ano passado, o mesmo tribunal determinou que o autor pagasse R$ 30 mil ao médico Alexandre Sech. Os dois o atenderam nas instituições psiquiáticas por onde ele passou nos três anos em que ficou internado, depois de seu pai ter descoberto um cigarro de maconha junto ao seus pertences, em 1974, quando Bueno tinha 17 anos.
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Segundo Bueno, no hospital, ele foi submetido a eletrochoques, camisa de força, isolamento e tomou uma grande quantidade de remédios, que deixaram seqüelas irreversíveis. Teve parte da visão queimada, perdeu dentes e ficou com uma fissura na base craniana.
Austregésilo Carrano Bueno é integrante do Movimento da Luta Antimanicomial, que combate a discriminação e a exclusão social dos doentes mentais, pregando a extinção dos manicômios e a adoção de modelos mais humanos de tratamento psiquiátrico.