O autor Walcyr Carrasco foi buscar na elegância das galerias de arte paulistanas o cenário especial para desenvolver a história romântica de Dafne (Flávia Alessandra) e Gabriel (Malvino Salvador), protagonistas de Caras & Bocas, nova novela das 19 horas da Globo, que estreia hoje. É uma história sobre como o amor pode resistir às reviravoltas caprichosas da vida, ainda que os apaixonados em questão sejam absurdamente diferentes - rica, pobre; refinada, machão; galerista, pasteleiro.
Destaque para Malvino Salvador, que faz o primeiro protagonista da carreira. "O Gabriel é aparentemente um machão, mas que convive com a frustração de ter guardado o sonho de estudar artes plásticas numa caixinha, para poder sustentar a família", explica o autor.
Gabriel foi para Londres com uma bolsa de estudos em 1993, mas teve de retornar ao Brasil por causa da morte do pai. Assumiu o bar da família na Lapa e virou um charmoso pasteleiro. Em 93, ficou também enterrado o namoro com Dafne, com quem ele teve uma filha - Bianca (Isabelle Drummond) - sem saber. "A novela fala das relações familiares com muito humor", observa Malvino. "A Bianca sempre quis encontrar o pai, mas quando encontra - surpresa -, ele é um pasteleiro. Não é bem quem ela esperava. A relação dois se desenvolve de um jeito muito bacana." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Máfia siciliana é tema da novela 'Poder Paralelo'
Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes), o protagonista de Poder Paralelo, novela que a Record põe no ar amanhã, às 22h30, está metido até os cabelos (agora alisados) com a máfia siciliana. Dentro de alguns capítulos, o telespectador passará a suspeitar de que ele talvez seja agente do Departamento Antidrogas Americano, o DEA, infiltrado no narcotráfico.
O delegado Telônio Meira (Tuca Andrada), da Polícia Federal, que investiga Tony, logo assume a condição de investigado - qualquer semelhança com o delegado real Protógenes Queiroz não é mera coincidência.
O autor Lauro César Muniz crava assim que ninguém, nem aparentes mocinhos nem rotulados bandidos, é hoje crível se não apresentar o mínimo de ambiguidade, de contradições, de defeitos que enfim o aproxime do bicho homem. "Um bom personagem tem de ter contradições, dúvidas, angústia. É por isso que os heróis faliram. Até o Batman, nesse último filme, mostra suas fraquezas", argumenta.
Para ele, a falta de interesse que o público vem mostrando por novelas, de modo geral, tem tudo a ver com o estereótipo fracassado de mocinhas e heróis. "Há uma saturação. O público começou a desmistificar os heróis, até seus políticos foram pegos de calças curtas. E a informação, que hoje é muito forte, vinda de todos os lados, permite às pessoas formar conceitos menos maniqueístas", completa.
Vendetta - Poder Paralelo tem como base o livro Honra ou Vendetta, que Silvio Lancellotti escreveu há 18 anos, a partir das velhas tradições da máfia siciliana e dos conflitos gerados com a máfia do narcotráfico. Aos personagens originais, Muniz acrescentou outros, principalmente femininos, essenciais em folhetins, porém relegados a segundo plano em enredos de máfia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.