Pesquisar

Canais

Serviços

Apostas esportivas

STJD bane jogadores por manipulação; Bauermann é suspenso por 12 jogos

- Raul Baretta/Santos FC
UOL/Folhapress
02 jun 2023 às 08:59
Publicidade
Publicidade

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu nesta quinta-feira (1º) jogadores por conta do envolvimento no caso de manipulação de partidas do Brasileirão 2022. O objetivo era ganho de dinheiro com apostas em alguns eventos das partidas, como levar cartão amarelo.


A pena mais dura foi para Gabriel Tota, ex-Juventude, que foi banido do futebol e levou R$ 50 mil de multa. A rigidez com ele se deu pelo fato de ele ter aliciado outros jogadores do clube para participar do esquema, além de ele mesmo ter levado amarelo. O tribunal também baniu o goleiro Matheus, ex-Sergipe.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Mas dois jogadores saíram muito aliviados do julgamento. O lateral-esquerdo Igor Cariús, ex-Cuiabá e mais recentemente no Sport, teve denúncia rejeitada. Já o zagueiro Eduardo Bauermann, do Santos, foi condenado a 12 jogos de suspensão.

Leia mais:

Imagem de destaque
4 anos e meio de prisão

Condenação de Daniel Alves é medida exemplar contra o machismo, diz vice-presidente da Espanha

Imagem de destaque
Relação não foi consentida

Daniel Alves: Ex-jogador é condenado a 4 anos e meio por estupro

Imagem de destaque
Momento de brilhar

Copa do Mundo Palhano: a experiência profissional que todo jogador amador sonhou um dia

Imagem de destaque
Acusado de estupro

Daniel Alves é convocado a comparecer a tribunal, diz jornal catalão


A pena de Bauermman não trouxe afastamento tão longo porque os julgadores concordaram em mudar o enquadramento dos atos dele no julgamento. Bauermann foi denunciado inicialmente em um artigo (243) do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que prevê punição a quem prejudica seu clube em troca de vantagem.

Publicidade


Mas a auditora Adriane Hassen, relatora do processo, puxou a fila para desclassificar a ação de Bauermann para agir contrariamente à ética desportiva (artigo 258). Assim, considerando os dois jogos em que Bauermann chegou a acertar com os apostadores que levaria cartão - o que acabou não cumprindo e, depois, devolvendo dinheiro - o jogador levou seis jogos de suspensão por cada um. Somando, 12 jogos.

Ao ouvir o voto da relatora, Bauermann se emocionou e chorou. Ele chegou a devolver R$ 200 mil aos apostadores e foi o único dos jogadores denunciados que ficou até o fim do julgamento na sede do STJD, no Rio.

Publicidade


CÁRIUS LIVRE


O lateral-esquerdo Igor Cariús não teve denúncia contra ele acolhida pelos auditores, porque houve entendimento que não foi comprovada atuação dele no esquema de manipulação.

Publicidade


"Não existe documento que prove depósito. Existe uma planilha. Mas nenhuma prova que faça correlação ao senhor Igor Cariús. Só há isso na qualificação feita pelo MP de Goiás. Não há menção interna que ele tenha recebido dinheiro. Não há prova nos autos. Há uma quebra de cadeia de custódia das provas", alegou Luis Eduardo Barbosa, advogado do jogador no caso.


Veja todos os punidos:

Publicidade


Moraes (ex-Juventude) - pena total de 760 dias de suspensão e multa de R$ 55 mil.

Publicidade

Gabriel Tota (ex-Juventude) - Banido do futebol, além de levar multa total de R$ 15 mil.

Paulo Miranda (ex-Juventude) - Mil dias de suspensão e R$ 70 mil

Publicidade

Igor Cariús (ex-Cuiabá) - Denúncia não aceita/absolvido

Matheus Philipe (sem clube) - Eliminado e multa de R$ 10 mil

Fernando Neto (ex-Operário) - 380 dias de suspensão e multa de 15 mil

Kevin Lomónaco - 380 dias de suspensão e multa de R$ 25 mil

Eduardo Bauermann - 12 jogos


A decisão cabe recurso, já que foi em primeira instância. O julgamento, inclusive, durou mais de oito horas corridas, juntando interrupções e suspensões. Alguns advogados já avisaram que vão recorrer.


Essa foi a segunda leva de punições, já que na segunda-feira houve o banimento de Romário e a suspensão de 720 dias para Gabriel Domingos, ambos ex-Vila Nova. Todos os citados foram investigados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), na Operação Penalidade Máxima.


"Nossa responsabilidade se multiplica porque estamos diante da maior paixão do Brasileiro. Entendo que está em jogo o futuro do futebol, que pode, sim, conviver com o futuro das apostas. Mas sempre que houver um choque com a missão, a tarefa será sempre lutar pelo futuro do futebol. Só conseguiremos manter vivo o futebol se respondermos adequadamente, mas sem esquecer que a constituição garante direitos materiais e processuais aos acusados", disse o auditor José Cardoso Dutra Júnior.


Imagem
Futebol: Manipulação pode acelerar regulamentação de apostas esportivas
A regulamentação das casas de apostas ganhou força nos últimos dias com o avanço da Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás
Publicidade
Publicidade

Continue lendo

Últimas notícias

Publicidade