2013

Sambô comprova 'upgrade' na ExpoLondrina

09 abr 2013 às 13:04

Seis amigos e uma brincadeira de roda de samba. O número de integrantes manteve-se o mesmo, mas a brincadeira virou coisa séria e o Sambô desembarca nesta quarta-feira (10) na ExpoLondrina para um show grandioso, bem diferente da época em que frequentavam uma boate da cidade com palco e público bem apertados.

De contrato com uma grande gravadora, o grupo paulista mescla composições próprias com novas roupagens de clássicos do U2, Led Zeppelin, Rolling Stones, Janes Joplin, entre outros sucessos presentes em "Estação Sambô", mais recente trabalho.



"Mudou muita coisa. A gente montava o palco no meio, com a galera toda em volta e uma estrutura muito menor. Hoje a gente está com cenário grande, não mais sentadinhos em volta da mesa. É um novo jeito de tocar", afirma o tecladista e compositor Ricardo Gama em entrevista ao Bonde.


Juntos há oito anos, San, Sudu Lisi, Ricardo Gama, Júlio Fejuca, Max Leandro e Zé da Paz começaram tocando em festas de amigos, para no máximo 30 pessoas. Recentemente, reuniram 45 mil pessoas em uma apresentação em Brasília.


O fato da brincadeira de amigos ter ficado séria tem uma responsável: a internet. "Uma garota filmou a gente tocando Rock and Roll, do Led Zeppelin e jogou no Youtube. Aí todo lugar que a gente tocava pediam a música, falavam que já conheciam. Começaram a aparecer convites para tocar em Porto Alegre, Natal. A internet fez nosso trabalho se espalhar muito rápido pelo país", conta Gama.


A ficha do sucesso só caiu no começo do ano passado, durante uma apresentação na casa do Big Brother Brasil. "Ali a gente percebeu que estava chegando a muita, muita gente. Estava na reta final do reality. Tinham oito pessoas na nossa frente, mas o país inteiro assistindo".


Questionado sobre os próximos projetos do grupo, Gama diz que o caminho é o mesmo adotado até agora: nada de planejamento. "A gente nunca parou para pensar nisso. É tudo consequência de querer tocar, aprimorar nossa música. Nunca tivemos estratégia comercial, as coisas vão surgindo".


E esta noite no palco do parque Ney Braga, o Sambô pode ter um encontro que também não foi planejado. No último DVD, uma das canções regravadas foi "Cegos do Castelo", composta e cantada por Nando Reis, que também é uma das atrações da noite. Questionado sobre um possível parceria no palco, Gama se animou e demonstrou admiração. "Se depender da gente, ele fica no palco umas três horas. Nunca nos encontramos, mas temos um carinho muito grande pela obra dele. Mas só de rolar um bate-papo no camarim já vamos ficar felizes demais!".


A apresentação do Sambô está marcada para começar às 22h. Ainda há ingressos disponíveis na bilheteria do Parque Ney Braga.


Confira a entrevista completa:


Há cerca de dois anos vocês eram presença frequente em uma casa de Londrina (Escritório). Agora voltam para a cidade para tocar para um grande público. O que mudou no Sambô de lá pra cá?


Adorávamos o Escritório, era muita vibração. Mas ficou pequeno para o nosso público. A gente montava o palco no meio , com a galera toda em volta, uma estrutura menor em termos de equipamento, não tinha cenário. Hoje a gente está com cenário grande, como no novo DVD. Foi gravado em roda, não sentadinho em volta da mesa. É um outro jeito de tocar.


Vocês começaram como um grupo de amigos músicos, em uma certa brincadeira de roda de samba. Quando caiu a ficha de que a coisa ficou séria?
Vai caindo aos poucos. Começamos há oito anos, em festinhas, tocando para amigos, aniversários, cerca de 30 pessoas. Gravamos uma demo para dar para os amigos. Uma garota filmou a gente tocando Rock and Roll, do Led Zeppelin e jogou no Youtube. Aí todo lugar que a gente tocava pediam a música, falavam que já conheciam. Começaram a aparecer convites para tocar em Porto Alegre, Natal. A internet fez nosso trabalho se espalhar muito rápido pelo país. A ficha caiu quando a gente foi no BBB em 2012. Ali tocamos pra muita, muita gente. Estava na reta final do reality. Tinham oito pessoas na nossa frente, mas o país inteiro assistindo.


Como funciona o processo de criação da banda? É muito difícil chegar a um consenso, diante de tantas influências de cada integrante?


Tem liberdade. Por todo mundo ter muita informação musical na cabeça, a gente tem muitas influências. Com liberdade, cada um toca do jeito que quer tocar, flui naturalmente. A gente não faz ensaio pra pensar: 'podia fazer assim'. Combina e executa no palco. Se ficar legal, vai ficando no repertório, o arranjo vai se aprimorando.


No repertório dos shows, as mais pedidas são as internacionais, nacionais ou composições próprias?
Não tem diferença. As internacionais chamam mais a atenção, como 'Sunday Bloody Sunday', mas o público também adora quando cantamos 'Minha Vida', uma composição nossa mais lenta, romântica, que faz a galera cantar junto.


Qual foi o maior público que vocês já tocaram?
Fizemos um show nosso, em Brasília, para 45 mil pessoas. Mais recentemente, no Planeta Atlântida (Rio Grande do Sul) tinha mais de 50 mil pessoas, mas era um festival, com vários artistas.


DVD de vocês tem "Cegos do Castelo", composição do Nando Reis gravada na época dos Titãs. Será que rola uma canja dele no show de vocês?


Vai depender dele. Se depender da gente, fica no palco umas três horas (risos).Nunca encontramos ele, mas temos um carinho muito grande pelas obras dele. Fiquei super feliz que a gente ia estar no mesmo dia. Somos fãs dele. Mas só de rolar um bate-papo no camarim já vamos ficar felizes demais! É um cara a ser respeitado.


Contrato com uma grande gravadora, shows por todo o país. Quais são os próximos passos do Sambô? Onde vocês querem chegar?

A gente nunca parou para pensar nisso. Nem o lugar que a gente está foi pensado. É tudo consequência de querer tocar cada vez mais, aprimorar nossa musica e levar pras pessoas. Nunca tivemos estratégia comercial. O contrato com a gravadora não foi pensando. As coisas vão surgindo e, se é interessante, a gente faz. Queremos continuar agradando com músicas novas. Esse nosso DVD tem sete músicas autorais que as pessoas estão cantando. Esperando mais um ano de bons resultados, buscando respeito dentro da classe artística, sendo respeitado por quem a gente admira.


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