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Wagyu: a carne mais cara do mundo está no Japão

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
26 nov 2019 às 10:31

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Introduzida no Brasil há 25 anos, a Wagyu é uma raça de gado japonesa que está conquistando o país. Wagyu, que significa gado (gyu) do Japão (wa), é uma das carnes mais valorizadas no mercado gastronômico internacional e excelente para um bom churrasco, como mostra o site https://tudoparachurrasco.com.

Apreciadores do corte destacam o aroma único e a textura macia como seus principais atributos. Toda a fama e suculência aparecem no preço, que pode variar de R$300,00 a R$1.450,00 o quilo.

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O Wagyu é conhecido como a Louis Vuitton das carnes e sua principal peculiaridade é o alto nível da gordura intramuscular, também conhecido como "marmoreiro". Toda essa rigidez e cuidado no processo de criação do corte reflete diretamente no preço pago pelo consumidor.


Para conservar a qualidade genética do animal, os japoneses têm incluído cerveja e massagem no manejo dos animais. Aqui no Brasil, esses cuidados são inviáveis por causa do alto custo de produção.


"Parece manteiga, derrete na boca. Tem mais umami [nome dado pelos japoneses ao que acreditam ser o quinto sabor] do que qualquer outra no mundo”, descreve o chef Jonah Kim, do restaurante japonês Makoto em entrevista à revista Veja.


Atualmente, existem duas raças do bovino japonês: o Black Wagyu e o Red Wagyu. Enquanto o Black apresenta um maior marmoreio em sua carne, a carcaçado Red tem um melhor rendimento.


No território brasileiro, a raça ainda é pouco explorada, por isso, criar a raça no Brasil pode ser um ótimo investimento para pecuaristas, uma vez que a demanda pela carne é muito maior do que a oferta.


A introdução em terras verde amarelas foi uma forma de contribuir com o melhoramento genético da carne brasileira. Entretanto, esse foi um processo lento, visto que a Yakult, empresa responsável por trazer a carne ao país, passou 10 anos investindo na genética animal para, então, abrir espaço para que novos produtores pudessem adquirir seus animais. Mesmo assim, a produção raça por aqui ainda é mínima em relação a demanda dos restaurantes por todo o país. A própria Yakult, por exemplo, abate cerca de 50 cabeças por ano, número considerado muito pouco se comparado com outras raças.


Uma das alternativas para os restaurantes brasileiros tem sido servir a carne apenas em ocasiões especiais. Alguns estabelecimentos oferecem o Wagyu cruzado com a raça Brangus ao longo do ano. A opção é uma alternativa também para familiarizar o consumidor local, visto que o corte cruzado tende a ter um preço um pouco mais baixo.


Junto com países como a Coréia do Sul, Estados Unidos e Austrália, o Brasil já é um expoente na criação e na qualidade da carne do wagyu. Hoje já são cerca de 50 criadores, que possuem um rebanho de cinco mil animais puros de origem.

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Nos EUA, por exemplo, você pode adquirir, com 140 dólares (cerca de R$ 530) um pouco mais que 100 gramas de carne. Se for no Japão, com o mesmo valor, você leva 57 gramas.


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