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Ambulantes

Vida nas estradas: histórias por trás das barracas da ExpoLondrina

Gabriela Campos - Redação Bonde
10 abr 2017 às 18:38
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No último domingo (9), nos despedimos de mais uma edição da ExpoLondrina. Depois de duas semanas de feira, toda a estrutura criada para o evento agora começa a ser desmontada e o Parque de Exposições Governador Ney Braga volta a ficar temporariamente vazio.

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Caminhões partem em direção a outros eventos, carregados de equipamentos e seguidos por ilustres personagens que passaram pelo Ney Braga nos últimos dias, entre eles os comerciantes do ramo alimentício. "É uma vida cigana, cada semana nós estamos em um novo local", conta José Eduardo, ou Lazinho, como prefere ser chamado.

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Lazinho é proprietário de um comércio de doces e há 27 anos atua no ramo de festas e exposições. Morador da cidade de Araraquara (SP), o comerciante explica como chegou até Londrina. "É o primeiro ano que a gente vem. Essa é uma festa que para nós, que somos ambulantes, é muito desejada. Estávamos na fila esperando uma chance e esse ano deu certo", comemora.



O comerciante, que antes de abrir a empresa de doces trabalhava em um supermercado, conheceu o ramo do comércio em exposições graças ao irmão, que já trabalhava no setor. "Um dia fui em uma festa e vi que dava retorno. No começo, o que chamou mais a atenção foi a parte financeira, mas depois fomos pegando gosto, pegando paixão", conta Lazinho.


Com a ajuda de toda família – esposa e dois filhos, de 17 e 27 anos -, Lazinho abriu seu próprio negócio e hoje, apesar da vida corrida e da rotina cansativa, acredita que fez a escolha certa. "É uma vida muito sacrificada, mas é o que a gente aprendeu, o que a gente gosta, o que a gente faz com amor. Às vezes a gente fica imaginando como teria sido, se estaríamos pior ou melhor, mas graças a Deus eu acredito que parti para o melhor. Eu acredito que fiz a escolha melhor", afirma.

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Outro comerciante que fez escolha semelhante à de Lazinho foi Diego Cinto, de 37 anos. Há 7 anos, Cinto, que é natural de Cerqueira César (SP), abriu seu próprio negócio após conhecer o produto – pizza no cone – em uma festa. "Conhecemos a pizza no cone em uma festa de peão, achamos interessante e abrimos um comércio na nossa cidade, em um ponto fixo. Aí surgiu a oportunidade de começarmos a fazer feiras, o que para nós foi mais interessante."


Gabriela Campos/Redação Bonde
Gabriela Campos/Redação Bonde - Quando não estão atuando em feiras, Diego e sua equipe possuem um ponto fixo em Cerqueira César
Quando não estão atuando em feiras, Diego e sua equipe possuem um ponto fixo em Cerqueira César


Com esposa e dois filhos, de 8 e 1 anos, o comerciante mergulhou de cabeça no negócio e hoje colhe os frutos da dedicação. Contudo, ao falar sobre a família, Cinto se emociona, o que deixa claro que a saudade é um ponto delicado nessa vida nas estradas. "Tenho dois filhos e uma esposa em Cerqueira César. Meu alicerce é lá. Quando a festa é perto, eles participam, no final de semana, principalmente. Mas quando é longe, é mais difícil. É cansativo e eles também já estão na escola, então não podem perder o compromisso", conta Cinto.

Apesar disso, o comerciante se orgulha da escolha feita. "Foi uma escolha de vida. Para mim isso aqui é, além de trabalho, uma diversão. Você trabalha em um local de felicidade, onde as pessoas estão passeando, se divertindo. É isso que nos alegra e nos motiva a cada dia", finaliza.


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