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Alta transmissão pode piorar pandemia em Londrina

Pedro Marconi - Grupo Folha
20 jan 2022 às 16:13

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Isaac Fontana - Grupo Folha
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Apesar de o cenário de hospitalizações relativamente tranquilo se comparado com outras épocas da pandemia de coronavírus, especialistas alertam que a situação pode mudar e para pior com a escalada de confirmações da doença, impulsionada pela ômicron. O infectologista e médico do HU (Hospital Universitário) de Londrina, Marcos Tanita, ressaltou que no ano passado, a média era de 10% dos casos ativos necessitarem de internação. Atualmente, com recordes de cerca de 2.500 casos ativos, o percentual está menor.


Entretanto, por ser uma variante mais transmissível, mais pessoas doentes podem resultar em mais pacientes em leitos hospitalares. “Os 2.500 casos podem não ser o pico. Se chegar num pico de cinco, seis mil casos, isso vai começar a represar no hospital. O número bruto, se considerar 1% de seis mil, vai dar 60 pessoas. Isso representa um aumento muito grande em relação ao que temos agora”, advertiu.

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Segundo o especialista, estudos têm indicado que o pico da ômicron em outros países foi rápido, no entanto, extremamente alto. “Os Estados Unidos tiveram mais de 800 mil casos positivos num único dia. Imagino que talvez esse padrão deve se repetir no Brasil, com um pico maior que outras ondas no passado. Se não tomarmos cuidado, usando máscara, evitando aglomerações e, principalmente, em relação à vacina, esse pico pode piorar aqui”, elencou.

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