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OMS quer impostos sobre refrigerantes para reduzir açúcar

Agência Estado
04 mar 2015 às 14:23
- Reprodução/Renato Stockler/Folha Imagem
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A comunidade médica e científica internacional fecha o cerco contra o consumo de açúcar, no que promete abrir uma batalha com a indústria de alimentos e exportadores, como o Brasil.

Segundo novas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o açúcar não pode ultrapassar a marca de 10% do consumo diário de energia de uma pessoa, sob o risco de gerar sérios problemas de saúde.

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Para a entidade, governos precisam restringir a publicidade para crianças de refrigerantes e de alimentos processados, além de elevar impostos sobre produtos com altos valores de açúcar.

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Outra medida sugerida é reforçar leis sobre a etiquetagem de produtos para incluir detalhes sobre o volume de açúcar. A OMS também pede que governos e a indústria de alimentos sentem para negociar uma redução no volume de açúcar nos alimentos processados.

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Uma redução ainda mais dramática, para apenas 25 gramas por dia - ou seis colheres de chá -, traria vantagens ainda mais claras. Isso representaria um limite de apenas 5% no total de energia consumida por um adulto ou criança.


A recomendação da OMS não inclui o consumo de frutas e legumes em seus cálculos e nem o açúcar presente no leite. Para os especialistas, o valor se refere aos açucares tratados são os monossacarídeos, como glucose e frutose adicionados em bebidas e alimentos.

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A proposta aos governos é fruto de um trabalho de doze meses que incluiu especialistas de todo o mundo, incluindo a Universidade de São Paulo (USP).


"Temos evidências sólidas para mostrar que manter o consumo de açúcar abaixo de 10% do consumo de energia reduz os riscos de sobrepeso, obesidade e problemas dentários", declarou Francesco Branca, diretor da OMS para Nutrição. "Fazer mudanças em políticas nessas áreas será fundamental se governos quiserem atingir suas metas de redução de doenças não-transmissíveis".

De acordo com a entidade, uma grande parte do consumo de açúcar hoje está "escondida em alimentos processados e que não são vistos normalmente como doces".


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