A atriz americana Angelina Jolie despertou críticas ferozes ao exigir a assinatura de um contrato aos jornalistas interessados em entrevistá-la para que não perguntem sobre sua vida privada, durante evento promocional de "A Mighty Heart", uma proposta que a própria estrela considerou "excessiva".
"Houve um memorando para as pessoas, pedindo para assinar um papel que dizia, 'Não fazer perguntas pessoais, focar-se no filme' e coisas do tipo", explicou na noite de quinta-feira a atriz de 32 anos, constantemente perguntada sobre seu relacionamento com o ator Brad Pitt, com quem é casada, e os quatro filhos do casal.
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"Era (um memorando) do meu representante, tentando me proteger, mas foi excessivo e eu não o teria posto ali", desculpou-se a atriz durante o programa "Daily Show", com Jon Stewart, exibido na noite de quinta-feira.
O contrato foi divulgado na quarta-feira (13) num evento chamado "junket", dia de entrevistas celebrado em um hotel para falar do filme produzido por Pitt e protagonizado pela atriz sobre o assassinato do jornalista Daniel Pearl em 2002, e cuja estréia ocorreu na mesma noite, em Nova York.
O pedido para que fossem excluídas perguntas pessoas é muito comum neste tipo de evento promocional, mas vários jornalistas acharam excessivo que lhes exigissem assinar um contrato na ocasião, razão pela qual alguns decidiram deixar o local sem fazer a entrevista.
Depois, Angelina Jolie aceitou conceder uma exclusiva para os jornalistas que abandonaram o "junket".
O advogado da atriz, Robert Offer, fez um mea-culpa, ao declarar ao jornal The New York Times que a iniciativa foi de "um advogado cabeça dura e zeloso demais e Jolie não sabia nada disso".
"Foi idéia minha para protegê-la de conversações com a imprensa sobre assuntos pessoais...", afirmou o artífice da última polêmica envolvendo o casal do momento em Hollywood.