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Familiares de vítimas pedirão indenização

06 fev 2006 às 10:51

Familiares das três mulheres mortas no último sábado (04), no estacionamento do shopping Fiesta, em São Paulo, durante apresentação do grupo musical mexicano RBD, pretendem processar os organizadores do show - o hipermercado Extra, do grupo Pão de Açúcar, e a gravadora EMI - e cogitam pedir indenização. Nesta segunda-feira (06), a Promotoria da Infância e da Juventude vai ingressar com ação civil pública e pedido de indenização para as famílias das vítimas fatais e a todos as crianças e adolescentes que se feriram.

Durante o tumulto na apresentação, morreram pisoteadas Jennifer Xavier Mattos, 11, Fernanda Silva Pessoa, 13, e a comerciante Cláudia Cristina Oliveira Souza, 38, enquanto pelo menos 42 pessoas ficaram feridas.


A polícia abriu um inquérito para investigar as causas do acidente. A organização do evento pode ser acusada de homicídio culposo (sem intenção).


O estacionamento do shopping teria capacidade para 2 mil pessoas, mas a Polícia Militar estima que estariam lá entre 10 mil e 15 mil fãs.


Segundo a EMI, a estrutura de segurança montada no local era adequada. A gravadora alegou que se tratava de uma sessão de autógrafos, e não um show. A opção de realizar uma exibição rápida, com playback, teria sido motivada pelo apelo dos fãs da banda. De acordo com testemunhas, foi justamente o baixo volume do som que levou parte da platéia a se aproximar do palco, empurrando aqueles que estavam mais à frente. De acordo com a prefeitura, o evento não tinha alvará.


O RBD ficou famoso devido a exibição da novela "Rebelde" pelo SBT.

Fonte: Terra


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